Liliane Roriz: A incontrolável

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Fora do controle de Estevão

POR ANA MARIA CAMPOS – CORREIO BRAZILIENSE –

 

O motivo da crise na Câmara Legislativa passa pela briga pela sucessão ao comando da Casa. A deputada Liliane Roriz (PTB) contou a interlocutores que vivia um inferno, sob pressão para votar a favor da emenda da reeleição que garantiria um novo mandato para Celina Leão (PPS) no comando do Legislativo. … Liliane se absteve no primeiro turno e convenceu o atual presidente em exercício, Juarezão (PSB), a adotar o mesmo caminho. Dessa batalha para convencê-la, segundo relato de Liliane a pessoas próximas, participavam Luiz Estevão, mesmo à distância, enquanto cumpre pena, Valério Neves e até a ex-deputada Jaqueline Roriz. Eles queriam abrir uma frente de poder no período que antecede a próxima eleição ao Palácio do Buriti e fazer da Câmara Legislativa uma trincheira contra Rodrigo Rollemberg (PSB), como Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fez contra Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.

 

Motivação

 

Esse foi um dos motivos que levaram Liliane Roriz a entregar as gravações que fez de conversas com Celina, Luiz Estevão e Valério ao Ministério Público. O caso também é investigado. Liliane e Luiz Estevão começaram a se desentender na campanha, quando a filha de Joaquim Roriz desistiu de ser vice na chapa encabeçada por José Roberto Arruda. A relação foi piorando à medida em que ela resistia em manter uma aliança política com Estevão, apesar de ter sido eleita pelo PRTB. Liliane passou a ser considerada incontrolável pelo grupo. E agora deixou claro que era mesmo.

 

Equipamentos na área gourmet

 

Liliane Roriz (PTB) instalou equipamento na área gourmet de sua casa, no Lago Sul, para onde atraía interlocutores para conversas que considerava perigosas. A deputada distrital também fazia registros de conversas pelo telefone celular.

 

Sentença próxima

 

Não deve demorar o desfecho dos processos da Lava-Jato que envolvem o ex-senador Gim Argello (foto) e o ex-secretário-geral da Mesa Diretora da Câmara Legislativa Valério Neves, sobre um suposto esquema de cobrança de propina de empresas investigadas no escândalo dos desvios da Petrobras para amenizar as investigações de CPI no Congresso. Já foi encerrada a fase de instrução. Em breve, o juiz Sérgio Moro vai liberar a sentença. Gim e Valério negam as acusações.

 

Malandragem não pega

 

Durante a conversa com a deputada Liliane Roriz (PTB), Luiz Estevão contou que tinha contatos frequentes com o deputado Chico Vigilante (PT). O petista nega. “Só conversei duas vezes com Estevão por telefone. Não esconderia se tivesse me encontrado mais vezes com ele. Malandragem não pega, não”, diz. Sobre Liliane, Chico diz: “Ela está fazendo um bem ao DF”.

 

Longe da delação

 

No meio político, muita gente aposta que o ex-braço direito de Joaquim Roriz, Valério Neves Campos, será incentivado pelo Ministério Público do DF a um acordo de delação premiada para contar muitos detalhes sobre os tempos ao lado da família Roriz e da presidente afastada da Câmara Legislativa Celina Leão (PPS). Mas nenhuma proposta partiu dos promotores de Justiça, tampouco da força-tarefa da Lava-Jato de Curitiba.

 

Constrangido

 

Luiz Estevão faz uma imitação da voz do deputado Wasny de Roure (PT), ao dizer que teve encontros com o petista, que se sentia constrangido de conversar com um presidiário.

 

Só papos

 

“Aí você pega a bancada da fatura são mais três”

 

Ex-senador Luiz Estevão, referindo-se aos deputados distritais Robério Negreiros (PSDB), Cristiano Araújo (PSD) e Rafael Prudente (PMDB),

cujas famílias têm empresas prestadoras de serviço

 

 

 

“Não podemos tomar como verdade as falas de um homem que foi condenado a quase 30 anos de cadeia e é conhecido por ser um bandido nato”

 

Deputado distrital Robério Negreiros (PSDB), indignado com a citação de Luiz Estevão em conversa gravada pela deputada Liliane Roriz (PTB)

 

Enquanto isso… Na sala de Justiça

 

Foi de 7 a 4 o placar de votação no plenário do STF que levou à nova jurisrpudência para execução de penas de criminosos logo que houver condenação em segunda instância. Para que essa diretriz seja refeita, pelo menos dois ministros terão de mudar de posição. Essa mudança é aguardada com interesse por presos como o ex-senador Luiz Estevão, cujos processos ainda não transitaram em julgado. No julgamento ocorrido em fevereiro, prevaleceu a posição dos ministros Teori Zavascki, que era o relator, Edson Facchin, Luis Roberto Barroso, Luiz Fux, Dias Toffoli, Carmen Lúcia e Gilmar Mendes. Ficaram vencidos Rosa Weber, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski,

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