MAGGI SOCORREU DILMA COM R$ 1 MILHÃO APÓS ELEIÇÃO

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TRANSIÇÃO
Blairo Maggi, cotado para Agricultura, socorreu Dilma com R$ 1 milhão após eleição

Leila Suwwan e Sílvia Amorim, Globo  

 Cotado para o Ministério da Agricultura, o ex-governador e senador eleito Blairo Maggi (PR-MT) foi em socorro da campanha da presidente eleita Dilma Rousseff. Na última semana de novembro, ele doou R$ 1 milhão por meio de duas empresas. Depois da vitória no segundo turno, o comitê financeiro de Dilma correu atrás de arrecadações para cobrir um rombo de R$ 27,7 milhões.

Maggi fez as doações de R$ 700 mil e R$ 300 mil por meio da exportadora Amaggi e da empresa Agropecuária Maggi, em 25 e 26 de novembro, dias antes de se encontrar com Lula e Dilma na inauguração de eclusas (canal para passagem de embarcações) de hidrelétricas no Pará . Além de negociar a cota do PR na Esplanada, ele é cotado para assumir o Ministério da Agricultura.

A articulação de Maggi e do PR contou também com apoio financeiro de empresários. Os donos da Construtora Sanches Tripoloni, Paulo Francisco Tripoloni, Antonio Sanches e João Sanches Junqueira doaram juntos no dia 23 de novembro R$ 1 milhão para o comitê financeiro nacional da presidente do PT.

Nos últimos quatro anos, a empresa recebeu mais de R$ 570 milhões em contratos com o governo federal, todos firmados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), órgão que é comandado por Luiz Antonio Pagot (PR-MT), um dos principais escudeiros políticos de Maggi. A Sanches Tripoloni enfrenta processos por irregularidades no Tribunal de Contas da União (TCU) e foi declarada “inidônea” para participar de licitações públicas em maio de 2009, em função de problemas detectados na licitação da construção do contorno viário de Foz do Iguaçu, no Paraná. Segundo o Portal da Transparência, ela faturou R$ 203 milhões apenas em 2010. Procurados, os empresários informaram que não poderiam prestar esclarecimentos ao GLOBO ontem.

A participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha petista gerou reembolso total ao Tesouro de R$ 2,28 milhões, de acordo com o tesoureiro do partido, José de Filippi. O valor se refere ao custo da viagem do presidente e inclui tanto o trecho aéreo quanto a mobilização da equipe que obrigatoriamente o acompanha, de acordo com regras fixadas pela Presidência na gestão anterior.

A prestação de contas de Dilma ao TSE revela que grandes empreiteiras e bancos foram responsáveis pelo “socorro” financeiro nas contas eleitorais. Boa parte dos depósitos de novembro veio por meio do PT (R$ 6,4 milhões), o que impede o relacionamento direto com os doadores. Além disso, as doações mais vultosas foram da Construtora Queiroz Galvão (R$ 2 milhões) e da Cosan Indústria e Comércio (R$ 1,5 milhão).

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