Enquanto brasiliense e cidadão brasileiro que ama nosso país, fiquei indignado com a a frase dita pelo deputado distrital Chico Vigilante (PT) publicada ontem no Jornal de Brasília, quando chamou de ‘canalhas’ os cidadãos que foram às ruas pedir o “Fora, Lula” e “Fora, Dilma”.
Dias atrás, ainda sobre a entrevista coletiva dada por promotores paulistas que investigam o sítio de Atibaia, Chico Vigilante afirmou: “A entrevista me deu nojo, vontade de vomitar”. Ao ler a entrevista do distrital petista amigo de Lula, condenando a atuação dos promotores, tive vontade de regurgitar.
Mas quem ficou indignado e com nojo, fomos nós, autoridade parlamentar Chico Vigilante, diante de suas colocações sem pé nem cabeça, típico de covardes que, em nome do poder e pelo poder, proferem verborragias e promovem insinuações na frustrada tentativa de reverter decisões e ações jurídicas e policiais que estão, dia a dia desmontando a quadrilha que assaltou a Petrobras e bancou a boa vida – e mandatos – de políticos do PT e aliados.
Eu e minha família nos juntamos aos milhares de manifestantes que foram às ruas exigir o FORA DILMA e FORA LULA. Temos moral para isso porque somos brasileiros trabalhadores que não toleram mais pagar altos impostos e gasolina caríssima, para bancar projeto de poder do PT através do assalto à Petrobras (basta conferir quantos ex-diretores da estatal já estão condenados e outros presos, graças à Lava jato.
Quem não tem moral e é canalha, segundo opinião da maioria dos brasileiros que reprovam o governo do PT, são os aloprados petistas que fingem não ver o que de fato está acontecendo no país, que não acreditam nas investigações e tentam desqualificar as ações do juiz federal Sério Moro, além de tentar enganar a opinião pública, com o pífio discurso do tal “Não vai ter golpe”.
Só para lembrar: o juiz federal Sérgio Moro aproveitou a condução coercitiva de Lula na Operação Aletheia para intimá-lo como testemunha de José Carlos Bumlai nos autos da Operação Passe Livre. O motivo? Lula não queria ser intimado. “Não consta naqueles autos que o oficial tenha sido até o momento bem sucedido”, escreveu Moro.
Lula disse, após prestar depoimento na PF, que bastava a Justiça convidá-lo que ele iria depor. Mas, na prática, vinha fugindo do oficial de Justiça. O Lula não é uma jararaca, é um avestruz.

Mas também ficamos indignados com a sua falta de conhecimento sobre o que de fato acontece no país dominado por petistas loucos por poder e dinheiro. Na 24ª fase da Operação Lava Jato, por exemplo, confira as suspeitas que recaem sobre Lula que você tanto defende:
Caminho do dinheiro, segundo o MPF
ORIGEM:
PETROBRAS
Empreiteiras investigadas teriam repassado R$ 30 milhões a empresas de Lula e pagado por despesas do ex-presidente e parentes
DESTINO:
1) INSTITUTO LULA E LILS PALESTRAS
Empresas de Lula teriam recebido dinheiro das empreiteiras por doações e palestras
Quando: 2011 a 2014
Valores:
– R$ 20.740.000 para o Instituto Lula vieram das empresas Camargo Correa, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão
– R$ 9.920.898,56 para a LILS Palestras vieram da Camargo Correa, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez
O montante seria repassado ao PT e parentes do ex-presidente. A PF investiga se as palestras e serviços foram prestados. Segundo o juiz Sergio Moro, os “valores vultosos” geram “dúvidas sobre a generosidade das aludidas empresas e autoriza pelo menos o aprofundamento das investigações”.
Segundo o MPF, o “reduzido quadro de empregados” das empresas ” indica a vinculação dos
recursos transferidos pelas empreiteiras com a pessoa que melhor personifica as entidades:
LULA”.
2) REFORMA DO SÍTIO E APARTAMENTO NO GUARUJÁ
OAS e a Odebrecht são suspeitas de pagar pela reforma do triplex e do sítio, entrega de móveis de luxo nos imóveis e armazenagem de bens de Lula por transportadora
Triplex no Guarujá
Quando: 2014
Valores:
– pelo menos R$ 1 milhão sem aparente justificativa econômica lícita da OAS, por meio de reformas e móveis de luxo implantados no apartamento tipo triplex, número 164-A, do Condomínio Solaris, em Guarujá (R$ 777.189,13 em reformas e R$ 287 mil em móveis de luxo para a cozinha e dormitórios)
Segundo o MPF, “embora o ex-presidente tenha alegado que o apartamento não é seu, por estar em nome da empreiteira, várias provas dizem o contrário, como depoimentos de zelador, porteira, síndico, dois engenheiros da OAS, bem como dirigentes e empregado da empresa contratada para a reforma, os quais apontam o envolvimento de seu núcleo familiar em visitas e tratativas sobre a reforma do apartamento”.
Polícia Federal faz operação em sítio frequentadopor Lula em Atibaia (Foto:Reprodução/ TVVanguarda)
Sítio em Atibaia
Quando: 2010
Valores:
– Compra do sítio por terceiros, sendo as reformas pagas por Bumlai, OAS e Odebrecht no valor de R$ 747.378,13 e móveis em R$ 170 mil.
Segundo o MPF, os donos do sítio Jonas Suassuna e Fernando Bittar “são sócios de Fábio Luís Lula da Silva (filho de Lula) como foram representados na compra por Roberto Teixeira, notoriamente vinculado ao ex-presidente Lula e responsável por minutar as escrituras e recolher as assinaturas”.
3) MUDANÇA DE LULA
Segundo o MPF, a OAS bancou a mudança e armazenamento de bens de Lula e o o contrato foi dissimulado para esconder seu real objetivo e assinado pelo presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto
Quando: 2011
Valores:
– R$ 1.292.210,40 arcados pela OAS para a armazenagem de itens retirados do Palácio do Planalto quando do fim do mandato, em contrato assinado pela empreiteira
4) FILHOS DE LULA
Segundo a decisão de Sergio Moro que autorizou a expedição dos mandados de condução coercitiva, há pagamentos do Instituto Lula e a LILS Palestras para empresas dos filhos de Lula.
Quando: 2011 a 2014
Valores:
– R$ 1.349.446,54 do instituto para a empresa G4 Entretenimento e Tecnologia Digital Ltda., cujo sócio administrador é Fábio Luis Lula da Silva, filho do expresidente, e Fernando Bittar e Kalil Bittar.
– R$ 114.000 do instituto para a empresa Flexbr Tecnologia Ltda., com mesmo endereço da G4, mas por sócios outros filhos do ex-presidente, como Marcos Claudio Lula da Silva, Sandro Luis Lula da Silva e a nora Marlene Araújo Lula da Silva.
– R$ 72.621,20 da LILS à Flexbr
– R$ 227.138,85 da LILS ao filho de Lula Luis Claudio Lula da Silva.
Condução coercitiva
Segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, “nesse momento, as investigações não são conclusivas ao ponto de pedir a prisão”. Mas ele afirma haver “indícios fortes” de “vantagens indevidas” em nome do ex-presidente, por isso, Lula foi encaminhado a prestar esclarecimentos.
“Era necessário ouvi-lo. O MPF tem uma investigação, necessitava ouvir o ex-presidente. Não havia como não fazer a oitiva. Se tivéssemos ter marcado com antecedência, teríamos um risco maior de segurança”, disse Lima.
Para ajudar o deputado Chico Vigilante, que parece demonstrar aversão à leitura de revistas, blogs e jornais (principalmente quando esses veículos de comunicação denunciam desmandos praticados por petistas aloprados), e que também parece não gostar de ler processos que envolvem companheiros pegos com a mão na massa, vamos aos fatos:
A vida de Sergio Fernando Moro virou pelo avesso em 11 de julho de 2013, quinta-feira. Naquele momento, políticos eram investigados pelo uso abusivo dos jatinhos da FAB, e o juiz Sério Moro, instalado em seu gabinete em Curitiba, autorizou a Polícia Federal a fazer “escuta telefônica e telemática” contra um obscuro doleiro com atuação principalmente em Brasília. As investigações posteriores chegaram à Petrobras, políticos, partidos, diretores da estatal e empreiteiros. Daí surgiu a OPERAÇÃO LAVA JATO, que tanto incomoda o governo petista.
Empossado como juiz em 1996, Moro, então com apenas 24 anos,já mostrava que era um magistrado idealista e inclinado à promoção da justiça social. A leitura minuciosa de cerca de 300 sentenças dadas por Moro nos últimos quinze anos, entre fevereiro de 2000 e dezembro de 2015, mostra que ele escreve, em média, doze páginas por decisão. Das leituras das sentenças, que são sempre escritas pelo próprio Moro,surge um panorama que expõe a complexidade de um juiz que procura combinar rigor e generosidade para atender às necessidades urgentes de um país que se paralisou na impunidade e permitiu que a corrupção atingisse níveis grotescos.
Moro embasa sua posição no combate ao crime do colarinho-branco, no estudo clássico do sociólogo americano Edwin Sutherland, publicado em 1949, no que se lê: “Crimes do colarinho-branco violam a confiança e, portanto, criam desconfiança, o que diminui a moral social e produz desorganização social em larga escala. Outros crimes produzem efeitos relativamente menores nas instituições sociais ou nas organizações sociais”. Ultimamente, as sentenças de Moro ficaram bem mais extensas – em média, 31 páginas – e sua indignação cresceu.
E parte da população brasileira que elegeu Dilma, têm sim o direito constitucional de expulsá-la do Palácio do Planalto, nobre autoridade parlamentar Chico Vigilante. E vai tirar, porque as provas, pedaladas fiscais, testemunhas, delatores (inclusive o próprio ex-líder do governo no Senado, senador Delcídio Amaral) e gravações com autorização da justiça, são mais do que suficientes para comprovar que uma quadrilha chegou ao Planalto para se perpetuar no poder através de dinheiro fácil fruto de propina que bancou candidaturas de políticos petistas e aliados principalmente nas eleições de 2010 e 2014.
O PT acabou, Chico. O PT não é mais aquela moça pura de outrora que encantou o Brasil com o discurso contra a corrupção. Após chegar ao poder, virou vagabunda mesmo! O destino de muitos petistas será o mesmo dado ao ex-presidente do PT, José Dirceu: cadeia!
E a presidente Dilma Rousseff (PT) sofrerá o impeachment, porque reúne as três condições que, à luz da história, são comuns aos governantes de democracias destituídos de seu cargo: Altamente impopulares; perdem apoio do Congresso e arruínam a economia do país.
E finalizando, deputado Chico Vigilante, os “canalhas” não somos nós, mas sim, vocês petistas que acham que podem continuar enganando o povo com discurso mentiroso e arrogante. Não vai ter golpe, Chico. Vai ter justiça, pelo bem do Brasil! Afinal de contas, nem PT, Dilma ou Lula, estão acima da lei.
Donny Silva












