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    OPERAÇÃO CALVÁRIO: Entrevista de ex-governador insinuava conluio persecutório entre MP e João Azevedo

    Em entrevista concedida a uma rádio da Paraíba, ano passado, o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho disse que houve um encontro secreto entre o promotor Otávio Paulo Neto e outros promotores com o governador João Azevedo, em Brasília, no flat do chefe do Executivo, no primeiro semestre de 2019, onde fizeram um acordo de perseguição a Coutinho.

    A entrevista de Ricardo Coutinho e a nota publicada pelo jornalista Hélder Moura, em 2 de maio de 2019, levantando questionamentos sobre uma reunião realizada no fim de semana anterior entre o governador da Paraíba, João Azevedo, e membros do Ministério Público, reforçam trechos da delação do ex-secretário Waldson de Souza, da Saúde, de que o chefe do Executivo sabia da operação a ser deflagrada e teria destruído provas para evitar seu envolvimento no caso.

    Trecho da delação premiada  revela que o governador João Azevedo atuou para destruir provas e camuflar as ações de corrupção denunciadas pelo Ministério Público  com organizações sociais prestadoras de serviços na área de saúde.

    A Operação Calvário investiga um  esquema criminoso que teria se instalado  no governo da Paraíba. São investigados indícios de desvios de dinheiro em várias áreas do Estado, como Saúde, Educação eTurismo.

    O texto do jornalista Helder Moura assinala: “Segue como um mistério a pauta do final de semana passado, quando se encontraram numa casa em Camboinha os representantes do Judiciário, Legislativo, Executivo e Ministério Público, que formam, em princípio, a Comissão Interpodêres. O detalhe foi a reunião ter ocorrido precisamente dois dias da deflagração da Operação Calvário 4, e da demissão de secretários do governo.
    Como resultado da nova fase da Calvário, houve a prisão de uma ex-assessora do governo do Estado (Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro). E, horas antes da operação, o governador João Azevedo demitiu o secretário Waldson de Sousa (Planejamento) e o procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro. Os dois, coincidentemente, flagrados em áudio numa conversa para fraudar uma licitação da Saúde.

    Estiveram presentes na reunião, conforme testemunhas, o desembargador Márcio Murilo (presidente do Tribunal de Justiça), o procurador-geral de Justiça, Francisco Seráphico da Nóbrega, o governador João Azevedo e o deputado Adriano Galdino (presidente da Assembleia Legislativa). Nenhum dos personagens se reportou sobre a reunião”.

    Ricardo Coutinho, ex-governador da Paraíba, denunciou conluio entre governador e promotores.

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