PILOTOS DO SUPERBIKE SERIES FALAM SOBRE O AUTÓDROMO INTERNACIONAL DE BRASILIA

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O Autódromo Internacional de Brasília recebeu dezenas de pilotos brasileiros e estrangeiros para a 8ª etapa do SuperBike Series. Agora se prepara para a última etapa do Campeonato Capital de Motovelocidade, que será realizado de 1º a 3 de novembro.

O maior campeonato da América Latina, o SuperBike Series, foi realizado no domingo (20/10) e contou com total apoio da Federação de Motociclismo do DF (FMDF) e da Capital Racing, promotora do Campeonato Capital de Motovelocidade.

Para receber o SuperBike Series várias ações foram desenvolvidas e pequenos ajustes foram feitos no Autódromo. Com o apoio da Secretaria de Esporte, Novacap, SLU e Coordenadoria das Cidades, a FMDF conseguiu executar uma faxina geral no circuito retirando, com produtos específicos e água em equipamentos de alta pressão, todas as impurezas da pista.

Também realizou a troca das tampas de bueiros e aumentou a distância do guardrail da Curva do Desespero de três metros para 22 metros. Essa ação teve resultado positivo imediato, que ficou constatado quando o piloto Pedro Henrique Feliciano, de Brasília, sofreu uma queda nesta curva durante o campeonato, mas em razão da nova distância, não sofreu nenhuma lesão.

O piloto Pedro Henrique relatou o acidente  em sua rede social. “Larguei na Pole das Ninja 250 Light, mas acabei perdendo a posição para o primeiro colocado da Ninja 250 PRO na Curva dois. Retomada a posição no meio da volta, seguimos disputando. Descendo o Desespero, o segundo ponto de maior velocidade no nosso autódromo, eis que infelizmente o amigo, por não conhecer a pista como nós daqui, fez uma redução de velocidade no meio da curva final à esquerda, e como eu vinha pra fazer uma ultrapassagem, tive que abortar a ultrapassagem abrindo no meio da curva. Como consequência, no momento em que eu levantei a moto pra não acertar o colega e causar um acidente maior ainda, meu pneu dianteiro, que já estava sob efeito muito forte da curva, não conseguiu manter o Grip e levei um LowSide”.

Nesse momento, relata Pedro Henrique, estava há aproximados 165Km/h. Na queda, ele escorregou para um lado e a moto para outro. “A moto subiu na zebra e rolou na área de escape da Curva do Desespero, capotando e se destruindo por inteiro, enquanto eu deslizei no asfalto e pela área de escape. Graças a Deus, as orações de todos, e meus anjos da guarda, saí completamente ileso, sem nenhum arranhão, somente algumas dores pelas pancadas, e nada mais do que isso”.

Bastante aliviado, o piloto fez vários agradecimentos “Gostaria de agradecer ao Superbike Series Brasil, pelo pronto atendimento, com ambulâncias a pleno vapor. Agradecer ao pessoal da FMDF e Capital Racing por terem lutado pelas melhorias no nosso autódromo, porque graças a Deus a área de escape do Desespero havia acabado de ficar pronta, e eu fui o primeiro à utilizá-la e digo que se ela não estivesse lá talvez eu não estivesse aqui pra tranquilizar a todos”, relatou.

Para o piloto Cristian Cerciari, de São Paulo, o Autódromo de Brasília atendeu perfeitamente ao objetivo do campeonato. “Achei que a reforma nas áreas de escape foi excelente e os remendos no asfalto ajudaram muito também. Longe de ser ideal de uma pista de corrida, mas está bem melhor do que era”, ressaltou à nossa equipe de reportagem.

Em sua rede social, Cerciari menciona que ficou impressionado com a dedicação das pessoas ao esporte. “O amor dos brasilienses pelo esporte é fantástico! Trabalharam muito e resolveram boa parte dos problemas da pista. Fiquei muito feliz em ver a união da nossa categoria e ver que na Supersport temos competidores e adversários fortes na pista, não inimigos. Que todos priorizam a competição, querem ganhar no esporte, na pista e não nos bastidores”, elogiou.

Segundo o presidente da FMDF, Carlos Senise, cerca de 40 homens trabalharam para que o local pudesse receber com segurança e mais conforto os competidores do SuperBike.

“Chegamos a trabalhar até a noite e o resultado foi positivo. Agradecemos o apoio do secretario de Esporte, Júlio Ribeiro e demais órgãos do GDF que nos auxiliaram em tudo para que o Autódromo pudesse receber esta etapa do campeonato”, ressaltou Senise.

Para o organizado do SuperBike Series, Bruno Corano, o final de semana na Capital Federal foi muito positivo. “Tivemos casa cheia, um público bem caloroso, muitos pilotos de Brasília, Goiânia e região compareceram e isso foi muito legal. O acordo que nós fizemos com a FMDF foi de concertar algumas fissuras e aumentar áreas de escapas dos pontos mais críticos da pista e foi feito com sucesso, tanto é que para nosso esporte, que é considerado de alto risco, não tivemos nenhum acidente grave. Diante de tudo isso, nossas expectativas foram atingidas, e esperamos voltar em 2014 ainda com mais força e carinho do público brasiliense”.

Outro destaque do SuperBike foi a utilização de toda a equipe do Capital de Motovelocidade na prova. Desde a equipe médica, chefiada pelo Dr. Cristiano Flores, à equipe de resgate, Segurança, Brigadistas, até os integrantes que fazem a sinalização de pista no campeonato. “Tudo isso demonstra o alto padrão de qualidade e capacidade da equipe de Brasília que também participa de outros campeonatos em nível nacional, como Campeonato de Marcas e Stock Car”, observou o diretor da Capital Racing, Alan Ricardo.

Outras ações estão sendo implementadas com vistas ao Mundial 2014, como a duplicação da pista ligando a W5 à 904 Norte que faz parte do projeto do novo autódromo.

Lembrando que a 6ª e última etapa do Campeonato Capital de Motovelocidade que será realizado de 1º a 3 de novembro.

Assessoria de Comunicação

FMDF/Capital Racing – Fotos: Divulgação/Facebook.

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