Rodrigo Rollemberg afirma que, até agora, só tratou do caos administrativo

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Foram 90 dias de manifestações, cortes de benefícios, derrotas na Câmara Legislativa, recuos políticos e cancelamentos de eventos.

Thaís Paranhos , Arthur Paganini
Os primeiros 90 dias de gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB) mostram que o esforço do GDF em organizar prioridades para iniciar o governo ainda vai durar alguns meses. Desde o início do ano, o socialista sofre pressão de credores, de servidores públicos e de uma parcela de aliados sem espaço na máquina. Na Câmara Legislativa, a articulação é fraca: não há um interlocutor de peso e ele lida com a bancada mais conservadora da história da Casa — bem diferente do perfil político esquerdista dele. Com um quebra-cabeça burocrático para resolver e um jogo de interesses para administrar, Rollemberg tem o desafio de mover uma máquina administrativa imobilizada e ineficiente.

O ex-senador iniciou o governo olhando para trás, criticando um “caos administrativo” deixado por Agnelo Queiroz (PT). Já nos primeiros dias, anunciou que não pagaria salários e benefícios atrasados de servidores, o que abriu caminho à paralisação de professores, merendeiras, profissionais da saúde e de uma série de terceirizados. Também tomou medidas drásticas, como o cancelamento da Universíade 2019, da etapa da Fórmula Indy, dos repasses às escolas de samba para o carnaval e da maior parte dos repasses da via-sacra, uma das mais tradicionais do país.

O calvário de Rollemberg piorou quando o limite com gastos com pessoal foi ultrapassado, e as nomeações dos comissionados indicados por aliados políticos tiveram de ser interrompidas. Diante da opinião pública, Rollemberg perdeu pontos ao sugerir o Pacto por Brasília, conjunto de medidas que inclui os aumentos de IPTU, IPVA, ITBI, TLP, e do ICMS sobre gasolina, diesel e telefonia.

A matéria completa está disponível na edição de hoje do Correio Braziliense

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