ROMBO DA SAÚDE PODE SER O “PETROLÃO” QUE IRRIGA A CORRUPÇÃO E QUE LEVA AO CAOS O SISTEMA DE SAÚDE PÚBLICA DO DF, DIZ WELLINGTON LUIZ

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1adeputadowl2As fraudes com os recursos da Saúde Pública do Distrito Federal, estimadas em bilhões de reais, ainda não dimensionado, podem ser o “petrolão” que irá encalacrar gestores tanto do governo Rollemberg como de governos anteriores, avalia o deputado distrital Wellington Luiz (PMDB), eleito nesta sexta-feira (13), como presidente da CPI da Saúde da Câmara Legislativa.

 

1aLETRA A GRASSEpartir de agora, não haverá clima para que o governo encaminhe o seu projeto de vender a saúde pública como pretendia. Esse esquema de privatização que a sociedade desconhece, por ter sido feita por debaixo do pano, será içado para dentro da CPI disse o parlamentar em entrevista ao Radar. A primeira reunião da CPI acontecerá na próxima segunda-feira (16), às 10h, para definição do plano de trabalho e metas da investigação.

“Foi um parto difícil, mas saiu. A criação da Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde desta vez não terá volta. Quem ganhará com esse gesto da Câmara Legislativa é a nossa população que sofre nas filas de atendimento dos hospitais do Distrito Federal e não é atendida porque falta tudo, até agulhas o que é vergonha”, afirmou o deputado Wellington Luiz.

Na avaliação do parlamentar, os mais de dois milhões de brasilienses seriam mais bem assistidos pelo Sistema de Saúde Público do DF se os recursos repassados pelo governo da União não tomasse o descaminho da corrupção, “uma prática que vem ocorrendo há anos e continua na sua forma mas escancarada por este governo que sequer teme a fiscalização dos órgãos de controle”, disse.

Ele aponta que o governo Rollemberg é suspeito de ter deixado as suas digitais “nada republicanas” logo nos primeiros 60 dias de gestão no esquema da máfia das próteses que movimenta anualmente R$ 12 bilhões no Brasil e que foi denunciada no inicio do ano passado pelo Fantástico da Globo, em operações criminosas que envolvem médicos e hospitais do Rio Grande do Sul. “A máfia montou seus escritórios aqui”, apontou.

O presidente eleito da CPI da Saúde aponta que o Governo de Brasília terá que explicar de como foram gastos no ano passado quase 7 bilhões do orçamento local e mais alguns milhões em transferências federais, numa saúde que não vale a décima parte do que gasta. “Foi o ano que mais provocou mortes de cidadãos dentro dos hospitais e UPAs por falta de atendimento, medicamentos ou acometidos por bactérias letais”, afirmou Wellington.

Este ano, já foram gastos mais R$ 2,5 bilhões somente até abril e as tragédias continuam dentro de um sistema de saúde combalido, cujo governo já trocou por três vezes de secretários e as mortes se sucedem na esteira do mau atendimento. “Esta CPI ira investigar as verdadeiras causas da falta de profissionais suficientes, de equipamentos que nunca funcionam e de insumos e remédios que nunca chegam em quantidade adequada pra cuidar da população, que passiva sofre todos os dias em postos de saúde, UPAS e hospitais”, afirmou o distrital.

A CPI destina-se a investigar indícios de malversação de recursos públicos na gestão da secretaria de Saúde do Governo do Distrito Federal, no período compreendido entre janeiro/2011 e março/2016″. A CPI da Saúde terá sete membros e será presidida pelo deputado Wellington Luiz (PMDB). O vice-presidente será o deputado Cristiano Araújo (PTB). O deputado Lira (PHS), primeiro signatário do requerimento de criação da CPI, foi indicado como relator dos trabalhos de investigação.

Fonte: Radar Condomínios

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