Arruda descumpriu decisão judicial e não licitou compra de novos ônibus

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O ex-governador José Roberto Arruda, que ainda luta contra a impugnação de sua candidatura pelo PR, está sempre falando das maravilhas da sua gestão no que se refere ao transporte público do Distrito Federal. Segundo a assessoria do candidato Agnelo Queiroz, o que Arruda esconde é que ele se recusou a realizar licitação para prestação do serviço urbano, descumprindo uma ordem judicial. A desobediência do então governador está registrada na Ação Civil Pública, ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal (processo número 2001.01.1.010242-80), em outubro de 2008, contra o Distrito Federal.

“Com seu repertório de meias-verdades e mentiras, Arruda garante, agora de volta em campanha para governar Brasília, que vai operar verdadeiros milagres no transporte público no DF, mas a verdade cruel é que lhe faltou pulso, coragem e sensibilidade para combater a Máfia do Transporte e colocar os ônibus nas ruas, quando era governador”, diz material distribuído pelo comitê.

O juiz Arnaldo Correia Silva, da 4ª Vara de Fazenda Pública do DF, em sua sentença, lavrada em 22 de outubro de 2008, determinou o prazo de 180 dias para que o Poder Executivo do DF concluísse os estudos necessários para dimensionar a frota e dar início ao processo licitatório. Na decisão, consta que as empresas que operavam o sistema urbano de transporte coletivo o faziam de forma irregular, com a quase totalidade da frota circulando apenas com autorizações do DMTU, sem origem e procedimento licitatório. O prazo para Arruda realizar a licitação encerrou-se em 3 de dezembro de 2009 e o então governador descumpriu a determinação da justiça e não realizou a concorrência para colocar ônibus novos nas ruas à disposição da população.

Ainda segundo a assessoria, “se ele agora diz que pretende comprar “mais 900 ônibus” para servir à população, devemos lembrar que a situação na qual se encontrava o setor de transporte era trágica justamente porque Arruda, a exemplo do antecessor, Joaquim Roriz, compactuou com os empresários que exploravam seus funcionários e prestavam um péssimo serviço à população”.

Em outro trecho do material de imprensa distribuído diz que “o trabalhador comum nunca foi uma prioridade de Arruda que preferiu privilegiar o empresariado, mantendo a qualidade do serviço de transporte urbano exatamente a mesma, como seus antecessores, desde a inauguração de Brasília, há 50 anos”.

Ao final, o material da coligação Respeito por Brasília”, informa que “a verdade, agora, é que não só Arruda, mas qualquer outro governador, poderá e deverá comprar novos ônibus uma vez que a licitação feita no governo de Agnelo assegura que isso aconteça, na medida do necessário. O edital do novo sistema prevê isso”.

 

 

 

 

Fonte: Estação da Notícia

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