Ataques pessoais e polarização entre candidatos marcaram quarto debate

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Os cinco principais concorrentes ao Palácio do Buriti mais discutiram entre si do que apresentaram propostas à população. No fim do encontro, seguranças precisaram intervir para evitar discussão entre Arruda e Toninho

Almiro Marcos
Kelly Almeida

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Os candidatos ao GDF Rodrigo Rollemberg (PSB), Agnelo Queiroz (PT), José Roberto Arruda (PR), o repórter Alex Gusmão e o candidato Toninho (PSOL) durante debate

Marcado por inúmeras trocas de farpas, o quarto debate entre os candidatos ao Governo do Distrito Federal começou com ataques e polarização entre os concorrentes. A situação da saúde, da segurança e do transporte do DF foram os principais assuntos que os candidatos usaram para criticar a gestão de Agnelo Queiroz (PT), na noite desta segunda-feira (25/8). Entre tantas discussões pessoais, poucas propostas efetivas foram apresentadas. O encontro entre os cinco principais concorrentes foi o primeiro desde que começou o horário eleitoral gratuito, na quinta-feira passada. Dos mais de 10 pedidos de direito de resposta, apenas um foi atendido, o de José Roberto Arruda (PR), chamado de fascista por Toninho do PSol.

O debate foi promovido pelo SBT Brasília, em parceria com a Folha de São Paulo e o portal UOL. Pouco antes do início, os candidatos e os assessores se reuniram para os últimos ajustes dos discursos. Eles começaram o encontro com apresentações pessoais. Ainda no primeiro bloco, os candidatos fizeram perguntas entre si. Arruda, primeiro a ter a palavra, quis saber de Agnelo Queiroz sobre a saúde. O candidato à reeleição defendeu o trabalho feito no mandato e disse que pegou a situação crítica. Os dois ficaram debatendo entre si quem teria sido melhor para a área.

Duro nas críticas a Arruda desde debates anteriores, Toninho do PSol foi o segundo a perguntar. Não hesitou ao querer saber do adversário por que insistir na candidatura. Arruda disse que Toninho apenas o ataca e, então, partiu para críticas à Maninha, mulher de Toninho e candidata à Câmara Legislativa. Em resposta, Toninho disparou: “Arruda, vou falar agora como psicólogo: você tem características fortes de dissimulação.” O concorrente rebateu que falaria como engenheiro: “Toninho, você não tem estrutura.” Rodrigo Rollemberg (PSB) também usou a saúde do DF para criticar Agnelo Queiroz. Mas aproveitou para bater no candidato do PR. “Brasília não merece a ineficiência e nem o rouba, mas faz.”

No segundo bloco, os candidatos foram sabatinados por jornalistas sobre regularização de terras, saúde, transporte público. Durante as respostas, os concorrentes criticaram a forma como são feitas as escolhas dos administradores regionais. No terceiro bloco, os candidatos voltaram a fazer perguntas entre si. O clima continuou quente. Um dos momentos foi quando Pitiman insinuou que o PSB, de Rollemberg, nunca saiu do governo. Agnelo disse apenas que as pessoas que ficaram no governo são técnicas. “É tudo farinha do mesmo saco”, alfinetou o tucano. O petista retrucou: “você também participou do governo. Não ficou porque não demonstrou capacidade”.

O debate também foi marcado por um momento de confronto ideológico entre Toninho e Pitiman, que se chamaram, respectivamente, de direitista e socialista. Além disso, o candidato do PSol afirmou que o tucano é apenas “linha auxiliar de Arruda”. “Toninho só tem discurso”, respondeu o deputado. No final do encontro, o ambiente continuou tenso. O candidato do PSol dava entrevista fazendo críticas a Arruda, a quem chamava de ficha suja, e o ex-governador passou ao lado, falando para o adversário “parar com mentiras”. Os seguranças precisaram intervir.

 

 

Fonte: Correio Braziliense

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