Ontem, uma nota publicada pelo jornalista Eduardo Brito em sua coluna no Jornal de Brasília, causou revolta no Buriti e a consequente queda do Diretor-Geral Albano Lima.
Governistas não gostaram do tom emitido pelo deputado federal Ronaldo Fonseca, que mandou ‘recado’ ao GDF. A resposta veio ontem mesmo com a exoneração de Albano e demais servidores ligados a Fonseca.
Só falta agora, Ronaldo Fonseca perder os cargos que mantém na secretaria de Trabalho. Aliás, não dá para dividir o PR com o PROS numa mesma pasta, ainda mais com o voraz apetite do deputado federal por cargos.
Dessa vez o GDF foi rápido no gatilho no sentido de colocar no devido lugar, o pseudo-companheiro.
Confira o que foi publicado na Coluna Do Alto da Torre ontem (20):
Nomeação cria atrito com novo partido
Pintou um climão entre o Buriti e o deputado federal Ronaldo Fonseca (foto), presidente regional do Pros. É que, embora integrante de carteirinha da bancada governista, o deputado não foi sequer avisado, e muito menos ouvido, sobre a nomeação do presidente nacional do seu partido, Eurípedes Júnior, para a Secretaria do Entorno. Pior, o próprio Ronaldo Fonseca já tentou discutir com o governador Agnelo Queiroz, por três vezes, a participação de seu Pros no governo. Ouviu dele apenas que o partido seria ouvido em breve. Não foi.
Na bancada governista
Ronaldo Fonseca acredita que tem condições de reclamar atenção ao Buriti. E não apenas por ter sido um dos principais defensores de Agnelo Queiroz na CPI do Cachoeira — aliás, foi indicado para integrá-la exclusivamente para isso. O deputado lembra que, na qualidade de presidente regional do PR, levou o partido para a base de apoio do Buriti. Quando a cúpula nacional do partido transferiu-o para a oposição e indicou um aliado do ex-governador José Roberto Arruda para presidi-lo no Distrito Federal, Ronaldo deixou o PR e assumiu o Pros para integrá-lo ao Buriti.
Secretaria vira “terra de ninguém”
Nas breves conversas com o governador, Ronaldo Fonseca qualificou de “terra de ninguém” a Secretaria do Trabalho, única vinculada a seu antigo partido. Embora todo o grupo do deputado o tivesse acompanhado ao Pros, ficou na secretaria o ex-deputado Renato Andrade, bispo evangélico e ainda integrante do PR. “Ficamos assim: o tempo de televisão do PR é utilizado para bater no governo, a secretaria permanece como estava e quem apoia o Buriti fica sem nada”, reclama Ronaldo Fonseca.
Fonte: Donny Silva





