Cem dias de governo ou SEM governo?

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Ao ler os jornais deste domingo (10.04), vi diversos artigos sobre os cem dias do governo Agnelo. Na condição de cidadão, não me permito deixar de fazer minha avaliação do governo que todos nós cidadãos, financiamos compulsoriamente.

Lembro-me que por ocasião da campanha eleitoral, o então candidato e hoje governador Agnelo, afirmou que o problema da saúde no DF, não era de recursos financeiros, mas de gestão, e como ele é médico,PESSOALMENTE seria o gestor de tal área, afirmativa que nos levava a crer que resolveria os problemas, e as pessoas deixariam de morrer por falta de atendimento e de medicamentos.

Infelizmente não é isso que está acontecendo. Os problemas  aumentaram e o governo se limita a tentar explicar o inexplicável, ou seja, à falta de ações concretas que melhorem o sistema de saúde, culpa os governos anteriores, como se tal atitude resolvesse o problema, e o que é pior, como se os personagens que integram o atual governo não tivessem participado dos governos anteriores.

Mas, além disso, triste é constatar que a MENTIRA faz parte da prática de um governo que se anunciava como da transparência, eficiência e da verdade. Se não, como entender a promessa de campanha e a prática depois que assume o governo?

Basicamente, cabe a qualquer governo gerir três áreas: Educação, Saúde e Segurança;

Na Educação, o governo conseguiu comprar merenda estragada, convocar concursados e depois desconvocar, além de nomear defuntos;

Na Saúde, institucionalizou o caos, está construindo um novo ICS para contratação de cabos eleitorais, além de piorar o já precário atendimento médico e criar dificuldades para a distribuição de medicamentos;

Na Segurança, o Crak tomou conta das ruas, os índices de ações criminosas aumenta vertiginosamente, os presos fogem e ninguém é responsabilizado, os acidentes automobilísticos matam nossos jovens e as policias entram em greve por falta de competência do governo que sequer dialoga com franqueza;

É esse o retrato do governo do DF. Ineficiente na gestão, descompromissado com a população que financia a atividade estatal, e cínico ao veicular publicidade ufanista enganosa de que está fazendo alguma coisa boa prá população.

Isso sem contar os inúmeros escândalos que nesse curto período de cem dias chegaram ao conhecimento da população.

Sem contar também os escândalos reveladores que são comentados de boca em boca na cidade e em alguns veículos de comunicação de fora de Brasília, haja vista a enorme força de “persuasão” da verba publicitária do governo.

Diante disso, o que fazer?

Exigir do governador (minúsculo mesmo) que passe a falar a VERDADE e trabalhe, pois foi prá isso que foi eleito, antes que os ventos vindos do Oriente e da África cheguem em Brasília.

*Raimundo Ribeiro é Cidadão, advogado e Professor.

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