Chico Vigilante busca melhorias em infraestrutura para escolas da Ceilândia

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Em busca de melhorar a infraestrutura das escolas da Ceilândia, o deputado Chico Vigilante (PT), passou a manhã desta segunda-feira (17) na cidade, acompanhado da subsecretária de Logística da Secretaria de Educação, Reuza Durco. Eles visitaram a Escola Classe 11, na EQNM 06/08; Centro de Ensino Fundamental Nº18, na QNP 10 do P-Sul; Centro de Ensino Médio 10, na QNP 30, do P-Sul e Escola Classe 59, na Nova Guariroba. Muitos problemas foram identificados e algumas soluções já encaminhadas.

Para o deputado Chico Vigilante, quanto mais próximo da comunidade o governo fica mais rapidamente as soluções aparecem. Chico ressalta que é isso tem ocorrido neste governo em áreas como educação, segurança e a saúde, por exemplo. “Eu defendo essa forma de trabalhar como mais eficiente, por isso convido as autoridades do governo para visitar e conhecer os problema de perto”, observa. O parlamentar entende que essa é a forma mais rápida de obter resultados frente às necessidades da comunidade.

Das quatro escolas visitadas, a Escola Classe 11 e a 59 são as que necessitam de soluções mais imediatas. Estão em estado críticos, absoluta precariedade. Segundo um levantamento do Tribunal de Contas do DF (TC/DF), a EC 59, com 420 alunos, é a pior escola do DF em termos de infraestrutura. Falta tudo: reformar os banheiros que estão sem porta, janelas quebradas, ampliação da área escolar, telhado quebrado, teto com cobertura estragada que favorece as goteiras no período de chuvas e calor insuportável na seca, pinturas velhas e estragadas, paredes esburacadas, piso irregular e quebrado, não tem refeitório, sala de reforço, auditório, parquinho quebrado e com brinquedos enferrujados.

A diretora da Escola Classe 11, Suzana Marília, explica que a instituição que abriga 426 alunos foi interditada pela Vigilância Sanitária em 2008 e nunca passou por uma reforma, de fato. Os governos passados fizeram o que ela definiu como sendo uma “maquiagem ruim”. “A interdição provocou grandes transtornos para toda a comunidade escolar”, argumentou ela.

A vice-diretora, Nadja Nara, enfatiza que a necessidade mais imediata é a ampliação da área da instituição para construir uma quadra de esporte, um refeitório e um parquinho. Do jeito que está hoje, os alunos lancham dentro da sala de aula.
Chico Vigilante ligou para a Administração de Ceilândia e solicitou a vista de um técnico para fazer a retirada do parquinho quebrado imediatamente. O deputado conseguiu com o apoio da subsecretária Reuza um reforço de merendeiras terceirizadas para ajudar no serviço da copa. A escola conta com apenas duas funcionárias para atender a comunidade escolar.

Professores da instituição, Reinaldo de Oliveira, relata que foi aluno da EC11 e agora é professor, mas que infelizmente, a educação sempre fica em 2º plano em todos os governos. “Não mudou nada de lá para cá. A nossa expectativa é que mude agora, neste governo”, disse.

Centro de Ensino Fundamental 18 e Centro de Ensino Médio 10 O
O Centro de Ensino Fundamental Nº18 e o Centro de Ensino Médio 10 apresentam uma situação melhor, mas com muita coisa ainda para ser feita. Com cerca de 1.200 alunos, o CEF 18 necessita de pavimentação da área em frente ao colégio. Segundo o diretor, George Castro, os alunos disputam o local com usuários de drogas. A escola tem duas prioridades, segundo ele: a reforma da rede hidráulica elétrica e a substituição das canaletas do sistema de esgoto.

Chico Vigilante informou que o projeto para pavimentar a frente da escola está pronto. A obra representa um investimento de R$133 mil, recurso que o governo vai remanejar para a Administração Regional, que executará a obra.
O CEM 10 conta com 1.400 alunos e a melhor estrutura apresentada entre as quatro instituições visitadas. Falta apenas construir o estacionamento interno e externo e finalizar a obra de reforma do auditório, que é usado pela comunidade para outros eventos externos.

A diretora, Helen Matsunaga, observou que foi preciso muito trabalho para garantir uma escola de qualidade. A obra de reforma da escola ficou 10 anos parada. O local se tornou ponto de droga e delitos. Já o estacionamento, lamenta ela, “estamos esperando há 18 anos”.

O deputado Chico Vigilante solicitou à Novacap uma visita ainda nesta semana na escola para verificar a viabilidade de construção imediata do estacionamento externo e uma PEC – Ponto de Encontro Comunitário. A área hoje é usada para depósito de lixo e entulho pelos moradores. A Subsecretaria de Educação garantiu que o estacionamento interno será construído em breve.

Reforma total
A subsecretaria de Logística da Secretaria de Educação, Reuza Durco, explica que o CEM Nº59 e a Escola Classe 11 necessitam de reforma completa. “Obras de reforma aqui não resolvem. Essas escolas têm que ir para o chão para serem reconstruídas. E serão”.

Reuza Durco explica que desde 2006, a educação Pública do DF não sofre intervenção na infraestrutura das escolas. O acumulo de problemas gerou uma lista enorme de escolas interditadas, com base em levantamento realizado pelo TC/DF.

Todas as escolas nessa situação serão reconstruídas ou completamente reformadas. “Inclusive as da lista do TC/DF”, argumenta. A licitação já está prevista na Lei Orçamentária e será lançada em 2013. O edital prevê a reconstrução de aproximadamente 300 escolas no ano que vem.

Uma das principais metas do governador Agnelo Queiroz para a educação pública é a implantação do ensino integral. Dentro desta perspectiva, todas as escolas reconstruídas e reformadas contarão com refeitório, quadra de esporte, auditório.

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