COPA DO MUNDO 2014 – ROSSO PARTE PARA O ATAQUE

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O governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB), partiu para o ataque nesta sexta-feira contra a decisão do Comitê Local da Copa-2014 de fazer a abertura dos jogos no novo estádio do Corinthians, que ainda não tem nem forma de financiamento viabilizada.

Em carta enviada a Fifa, Rosso diz que os jogos deveriam ser exemplo de “ética e compromisso”. “Nós todos estamos cientes das tentativas de influência política na decisão da Fifa, e a mídia tem sido capaz de nos apresentar cenários completos de valores indesejáveis que têm sido empregados na disputa. Esperamos que a Fifa esteja consciente do tipo de mensagem errônea que poderia ser passada à população se uma decisão baseada em influências obscuras for tomada”, escreveu.

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Projeto de construção do estádio do Corinthians
Projeto de construção do estádio do Corinthians

Rosso critica ainda o cronograma dado ao Corinthians para levantar o Itaquerão, enquanto as outras cidades-sede terão um ano a menos para entregar os estádios. “Estávamos em esforço permanente para cumprir todas as exigências quando fomos surpreendidos ao ver que a escolha se baseia em um estádio que não possui sequer um projeto pronto para a sua construção, não há previsão de fonte de financiamento e a possibilidade de sua entrega é prevista apenas para o fim de 2013”.

E o governador do DF conclui: “esta suposta decisão do Comitê Organizador contraria várias determinações que todas as demais 11 cidades-sede têm que cumprir. Entre elas, a exigência de que todos os estádios estejam prontos no início de 2013, para a Copa das Confederações. A suposta decisão por São Paulo admite que a arena não obedeça esse rigoroso prazo”.

Na carta, Rosso pede “a mesma oportunidade se dará a todas as cidades concorrentes, sem que novas regras sejam criadas no meio do processo”. “O que queremos é apenas que o cronograma seja observado rigorosamente, para todas as cidades”.

Ao pedir o mesmo cronograma, Rosso na prática cria dificuldades para São Paulo ser a abertura da Copa, uma vez que as obras ainda nem começaram. A ideia é pedir que a Fifa se manifeste oficialmente para forçar uma decisão em definitivo sobre a abertura.

O governo do DF argumenta que tem as “obras mais adiantadas do país” e por isso insiste em ser a abertura. Brasília quer a resposta da Fifa o mais rápido possível porque o governador eleito do DF, Agnelo Queiroz (PT), assume em janeiro com planos de reduzir o projeto do estádio Mané Garrincha, caso a Fifa escolha o Itaquerão. Dos 70 mil lugares projetados, a arena teria 40 mil.

Fonte: Folha.com

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