DEFENSORES PÚBLICOS E OS TRÊS GRUPOS

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Escrevi aqui sobre o Centro de Assistência Judiciária do Distrito Federal e recebi algumas mensagens de Defensores Públicos indignados. Um deles que conheço pessoalmente, me telefonou e disse alguns acham que foi ele quem repassou informações sobre o que acontece lá dentro. Tive sim, informação de dentro do CEAJUR, mas não foi pelo defensor que estão suspeitando. Não direi a fonte por ser protegida por sigilo mas vou fazer alguns comentários.

Lá existem três grupos: O majoritário,  ligado ao órgão de direção do CEAJUR; Tem o André Moura, que nítida e assumidamente possui divergência com o sub-diretor geral;  Existe ainda um terceiro grupo que acha que o André de Moura briga demais e que a direção barganha demais. O André Moura não tem interesse no cargo de diretor ou em nenhum outro cargo, segundo ele me disse. O terceiro grupo quer a direção, mas não posso revelá-lo por ter recebido a informação com a cláusula de sigilo de fonte e por ter recebido diretamente do principal personagem do terceiro grupo. Além da divergência interna, existe divergência com outros órgãos do GDF e da União.

No GDF, a ideia é que os defensores e procuradores ganham muito bem e recebem vantagens que outros não recebem. A crítica é de fora das carreiras jurídicas. Ninguém acha justo que eles tenham 60 dias de férias, que só trabalhem meio-período, que tenham recesso no final do ano e ainda possam advogar. Mas ninguém no Distrito Federal entende a ajuda de combustível de quase mil reais mensais. Os médicos não recebem, os auditores não recebem, mais ninguém, só eles. Nessas coisas, ninguém da defensoria quer mexer. Os grupos são fechados.

Fora do DF, alguns juízes e promotores de Justiça acham que eles querem ganhar a mesma coisa, querem os mesmos direitos, mas não as mesmas obrigações. Uma pessoa que ouvi, disse achar absurdo que defensores e procuradores façam audiência como servidores públicos e advogados.

A defensoria e a procuradoria recebem tratamento privilegiado aqui em Brasília quando comparado com outras carreiras. Por isso eu afirmei que acho que a defensoria faz corpo mole, não todos, mas somente alguns. O André Moura ligou reclamando da generalização. Claro que existe defensor que veste a camisa e trabalha duro. Acho que pelo que ganham e pelas vantagens que tem em relação aos outros servidores o rendimento é baixo.

Retirei o texto anterior, não por pressão ou medo (aliás não tenho medo de ninguém), mas para esclarecer melhor o sentido do texto. Os outros servidores não ganham a mesma coisa que eles. Os professores não ganham. Os policiais não ganham, os delegados não ganham, os auditores não ganham e a maioria não pode exercer outra profissão e ainda trabalha o dia todo, 40 horas. Só eles e os procuradores não. Alguém acha justo que eles sejam tratados melhor do que os outros?

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