Segundo o jornalista Odir Ribeiro, tão logo terminou o jogo entre Flamengo e Corinthians no estádio Mané Garrincha em Brasília, o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) forçou a barra para entrar em campo e acabou expulso do gramado pela Confederação Brasileira de Futebol.
Tudo para tirar uma foto para tentar se promover junto ao eleitorado do DF que já sabe muito bem que ele é mentiroso contumaz e notório corrupto que não retornará ao Buriti.
Ainda segundo Odir, o ex-governador foi escoltado por seguranças pela passagem próxima ao escanteio da torcida do Flamengo.
Insistente e cara de pau, Arruda ainda tentou acesso ao camarote de Carlo Ancelotti e novamente foi convidado a se retirar.
A HISTÓRIA QUE ARRUDA NÃO CONTA SOBRE SEU ENVOLVIMENTO COM O MANÉ


Pisar no estádio Mané Garrincha, tirar foto e postar uma mensagem no Instagram é fácil para Arruda. Mas não tem como ignorar seu envolvimento na operação Panatenaico. Entenda:
Em 23 de maio de 2017, ao autorizar a prisão temporária de dois ex-governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz, além do ex-vice de Agnelo, Tadeu Fillipelli, e de mais seis pessoas, o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1), disse haver inúmeras provas de que as supostas irregularidades não se restringem às obras de reconstrução do Estádio Mané Garrincha, um dos palcos da Copa do Mundo de 2014 (considerado o mais caro!).
“Existem inúmeros outros elementos probatórios de que as irregularidades são mais amplas […], pois, no mesmo [período], ao menos outros dois procedimentos licitatórios e contratos de obras e serviços foram executados na capital federal, com a participação direta ou indireta das mesmas empreiteiras, além de outras”, aponta o juiz.
As provas, segundo o magistrado, vêm dos acordos de delação premiada firmados por três altos executivos da construtora Andrade Gutierrez (Rogério Nora de Sá; Clóvis Renato Peixoto Primo e Flávio Gomes Machado), além dos depoimentos à Polícia Federal (PF) de outros funcionários das empresas envolvidas e de servidores de órgãos públicos. A construtora também firmou acordo de leniência com o Ministério Público Federal, já homologado pela Justiça Federal.
Os outros “dois procedimentos licitatórios” a que se refere o juiz federal são relativos às obras de implementação do Sistema BRT Sul (obra de mobilidade urbana custeada com recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC) e de realização dos serviços urbanísticos no entorno do Mané Garrincha.
“É quase o mesmo grupo criminoso dividido, segundo o MPF, em núcleo econômico [em cujo centro está a Construtora Andrade Gutierrez]; núcleo administrativo [gestores públicos]; núcleo financeiro operacional [receptores, atravessadores e operadores das supostas propinas] e núcleo político”, menciona o juiz.
Às autoridades, os executivos contaram que a licitação foi forjada para que o consórcio Via Engenharia & Andrade Gutierrez fosse escolhido para executar a obra. Em contrapartida, as empresas teriam pago propina para o então governador, José Roberto Arruda, para seu sucessor, Agnelo Queiroz, e seu vice, Tadeu Fillipelli.
Sobre as graves denúncias de corrupção contra ele, Arruda evita falar, e ainda se coloca como “gestor” e engenheiro que conhece obras.





