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    Hapvida mira plano odontológico dos servidores e gera rejeição no Tocantins

    A tentativa da Hapvida NotreDame Intermédica de assumir o plano odontológico dos
    servidores públicos do Tocantins acendeu um alerta: trata-se de uma empresa com histórico nacional de reclamações, judicialização e conflitos com consumidores e que sequer atua oficialmente no estado.

    Em outros estados, a operadora acumula denúncias por dificuldade de acesso à rede,
    demora em autorizações, negativas de cobertura e atendimento precário. O problema
    deixou de ser “mercado” e virou questão pública: servidor não pode ser transformado em
    experimento.

    O Ministério Público já investigou a empresa em São Paulo após relatos de descumprimento
    de liminares que garantiam tratamentos médicos. Ou seja: não se trata apenas de reclamação,  há histórico de embates com o sistema de justiça.

    No Tocantins, servidores lembram que o governo anterior já havia sido assediado pela
    empresa, e cresce a cobrança para que o governo atual não repita manobras obscuras nem
    abra espaço para contratos que possam levantar suspeitas de favorecimento. Se em outras
    unidades da federação a Hapvida virou sinônimo de conflito, por quê o Tocantins deveria virar a próxima praça?

    O recado do funcionalismo é direto: a Hapvida não é bem-vinda. O Estado precisa proteger
    seus servidores, exigir rede real, transparência e garantias contratuais e não entregar um benefício essencial a uma empresa marcada por polêmicas e desgaste público.

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