Jhenny, ring girl do UFC Brasília: “Adoro o clima quente e abafado da capital”

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“As pessoas acham que é só levantar plaqueta durante as lutas. É muito mais que isso”

Divulgação UFC

No UFC desde 2013, Jhenny Andrade é uma das três ring girls brasileiras na principal franquia de MMA (artes marciais mistas) do mundo. Em 2014, ela se destacou ao se tornar a primeira do país a ser indicada para MMA Awards, uma espécie de Oscar da modalidade. No ano seguinte, voltou a ser a única brasileira entre as cinco indicadas. Jhenny está em Brasília para o UFC Fight Night, que ocorre no sábado, a partir das 19h30, no ginásio Nilson Nelson.

Em entrevista ao Correio, ela falou sobre sua rotina profissional, o crescimento das mulheres no MMA e deu até opiniões sobre alguns dos embates marcados para o sábado:

Qual é a rotina de uma ring girl do UFC?
As pessoas acham que é só levantar plaqueta durante as lutas. É muito mais que isso. Trabalhamos com diversas ações sociais e frequentemente vamos a eventos com fãs para incentivar quem acompanha o MMA e buscar atrair ainda mais gente para esse universo. Além disso, somos parte da imagem do UFC. Passamos um bom tempo fazendo gravações, fotos, enfim, tudo o que se refere à mídia da franquia.

Rogério Tonello/Reprodução

Como você tem visto o crescimento do MMA feminino nos últimos anos?
Vem crescendo muito nos três anos que estou no UFC. Quando comecei o trabalho, era muito raro ter lutas entre mulheres nos cards, muito menos entre as lutas principais da noite. Hoje essa frequência é cada vez maior e as lutas estão ganhando cada vez mais destaque. Tivemos o UFC 190, no Rio de Janeiro, por exemplo, que teve como luta principal a Ronda Rousey contra a Bethe Correia. Em Curitiba, a Cyborg fez um dos embates principais, e o mesmo agora vai acontecer em Brasília. As pessoas estão aceitando cada vez mais as mulheres no MMA, até porque costumam ser lutas muito pegadas, que dão mais adrenalina no público.

Para quem vai a maior torcida nas lutas de sábado?
Torço muito para todos os brasileiros. Gosto muito do Renan Barão, por exemplo, que embora não venha de uma fase tão boa é um excelente lutador. Tem o Glauco (França), que é um cara que conheci no TUF Brasil 4 (The Ultimate Fighter, um reality show com atletas que desejam entrar no UFC) que ele venceu e me impressionei com o foco e profissionalismo. E, claro, tem também os atletas da casa, que merecem muito a vitória, como o Rani Yahya e o Massaranduba, por exemplo.

Muitos estão dizendo que a luta mais difícil da noite para os brasileiros é a do Antônio Pezão contra o Roy Nelson. Você concorda?
É um embate bem curioso, chega a ser engraçado. Eles são muito amigos. O momento da encarada hoje (quinta-feira) mostrou bem isso (os atletas preferiram se abraçar e tirar fotos juntos aos risos em vez de fazer a tradicional cara fechada). Vai ser, sem dúvida, muito difícil, já que o Roy é uma das estrelas da modalidade, um grande lutador. Realmente, uma das lutas mais complicadas. Mas vamos torcer muito pelo Pezão.

E como está sendo a estadia em Brasília?
Gosto muito da cidade. Curiosamente, adoro o clima daqui. É bem quente, seco e abafado. A capital me lembra Ribeirão Preto, que foi onde eu nasci e de onde tenho muitas saudades.

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