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    Jorge Afonso Argello Júnior: “Nosso Supremo (STF) é acovardado”

    De sunga pela rua

    POR DÉBORA BERGAMASCO – REVISTA ISTOÉ/FOTO: TWITTER

    O ex-senador Gim Argello, preso há quatro meses pela Operação Lava Jato, acusado de receber R$ 5,3 milhões para blindar convocações na CPI da Petrobras, tem um defensor ferrenho do lado de fora da cadeia: seu filho Afonso Argello Júnior. … Em entrevista exclusiva à coluna, o rapaz revoltou-se: “Ninguém está nem aí para o que a família e os netos dele têm passado. Os caras (empreiteiros) não foram depor porque apresentaram os documentos requeridos. No final da CPI, foi considerado satisfatório. O Gim tem endereço fixo, mora em Brasília. Se encontrá-lo de sunga na rua, você não reconhece? Essa prisão dele é uma tortura branca. Hoje um juiz de primeira instância é um dos mais importantes do mundo. Nosso Supremo (STF) é acovardado”.

     

    Das Couves

    O filho defende o pai também da suspeita de usar doação de R$ 650 mil para esquentar propina de empreiteiras. O dinheiro foi para o padre da Igreja São Pedro, Moacir Anastácio de Carvalho, poder fazer a Festa de Pentecostes. “Se você tivesse que pedir dinheiro, pediria para quem? Pro Zé das Couves ou para quem tem dinheiro?”

     

    Milagre

    A relação do padre Moacir com Gim passa pela cura de sua esposa, Márcia Cristina. Ela sofria de hérnia e, afirma, foi curada pelas rezas do pároco. De janeiro a maio de 2014, a polícia registrou 58 telefonemas do ex-senador para Moacir. “Já pensou se ele tivesse ligando para o PCC ou Estado Islâmico? Ligou para quem o aconselhou a vida toda”, diz ela.

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