Em meio à guerra entre o STF e a Polícia Federal, o presidente incluiu o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, na comitiva oficial para Índia e Coreia do Sul. É o mesmo Andrei que entregou pessoalmente a Fachin o relatório de mais de 200 páginas que derrubou Toffoli da relatoria do caso Master. O mesmo que ministros do Supremo dizem ter agido “sem autorização da Corte” ao investigar um magistrado com foro privilegiado.
As versões não fecham. Aliados de Lula dizem que o presidente ficou “incomodado com o método” da PF. Mas ministros do STF avaliam que Andrei “jamais faria um movimento desses sem o aval do presidente.” Se Lula estava incomodado, por que levou Andrei na viagem? Se não sabia, por que o premia com a comitiva presidencial?
A viagem inclui ainda Haddad, Marina Silva e Janja — que foi direto para a Coreia. Enquanto o presidente cruza o planeta com o chefe da PF, Toffoli foi ejetado da relatoria mas pode votar no caso na Segunda Turma, Moraes persegue servidores que acessaram dados da esposa e o contrato de R$ 129 milhões segue sem uma linha de explicação. Lula carrega o homem que derrubou Toffoli — mas se recusa a pedir explicações sobre Moraes. A escolha diz mais do que qualquer discurso.
Fonte: Metrópoles / Igor Gadelha





