MARCO MAIA E CAPUTO DEFENDEM FIM DA DELAÇÃO PREMIADA A DURVAL

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Do Correio Braziliense – Presidentes da Câmara e da OAB-DF defendem fim da delação premiada a Durval

Luísa Medeiros

Marco Maia, após encontro com Caputo: ‘O princípio da delação pressupõe que todas as informações a respeito do processo venham à tona de uma só vez’

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, defendeu a suspensão do benefício da delação premiada para o ex-secretário de Relações Institucionais do GDF Durval Barbosa. A discussão foi levantada nesta quinta-feira (10/3) em reunião com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal, Francisco Caputo.

“Temos que cogitar que seja cassada essa condição de delação premiada do Durval porque as fitas vão sendo divulgadas de forma aleatória. E o princípio da delação pressupõe que todas as informações a respeito do processo venham à tona de uma só vez”, argumentou Maia, ao se referir às imagens divulgadas na última sexta-feira (4/3), em que a deputada federal (PMN) Jaqueline Roriz aparece recebendo R$ 50 mil de Durval. O caso aconteceu em 2006, quando Jaqueline era candidata a deputada distrital.

De acordo com o presidente da Câmara, pode haver mais de 200 fitas gravadas por Durval, e a maior parte delas ainda não foi divulgada. “Há a expectativa de que existam mais de 200 fitas de vídeo e que essa (em que a deputada Jaqueline Roriz (PMN) aparece recebendo dinheiro) seja a 31ª divulgada. É necessário avançar no sentido de garantir à sociedade brasileira o conjunto das informações sobre esse processo”, ressaltou.

A ideia foi apoiada por Caputo. “Não é razoável que um delator, que tem a obrigação de entregar todas as provas e dizer toda a verdade, use o benefício (da delação premiada) de acordo com as suas conveniências pessoais e não segundo os interesses da sociedade”, disse.

Investigação

A reunião, de aproximadamente uma hora, aconteceu no gabinete da Presidência da Câmara. Francisco Caputo reiterou ainda o pedido para que o caso envolvendo Jaqueline seja apurado pela Casa. Tanto ele quanto Maia acreditam que existem indícios suficientes para a deputada ser investigada, mas ainda é preciso aguardar as informações do Ministério Público.

Marco Maia explicou também que o Conselho de Ética da Câmara vai trabalhar sob o ponto de vista de que o caso foi divulgado depois de Jaqueline ter sido eleita deputada federal. Por isso, a situação dela seria diferente de outros deputados envolvidos em esquemas de mensalão. O caso deles foi revelado antes das eleições e não teria nenhuma influência nas urnas. O que não acontece com Jaqueline, que foi eleita primeiro e só depois o vídeo apareceu.

Com informações da Agência Brasil

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