Por Collin McMahon para o The Gateway Pundit
Um ano atrás, um vídeo vazado que parecia mostrar o chefe do Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ), Heinz Christian Strache, conspirando com os russos para assumir o controle do jornal local que derrubou o governo de centro-direita. No processo judicial, surgiu um vídeo exonerando Strache e seu colega Johann Gudenus. Aparentemente, os “jornalistas” ligados a Soros que divulgaram a história omitiram deliberadamente as partes exoneradoras.
Foi um cenário saído diretamente da série “Missão Impossível” dos anos 1970: em 2016-17, o Partido da Liberdade austríaco de direita liderava as pesquisas na Áustria por causa de sua oposição à política ilegal de Fronteiras Abertas da Europa para todos, de Angela Merkel. Em um cenário que ecoa a “Reunião no Trump Twower“do Fusion GPS, o carismático chefe do partido Strache e o igualmente popular ex-líder da ala jovem Gudenus foram atraídos para uma mansão na moderna ilha de Ibiza, na Espanha, com a esposa de Gudenus para se encontrar com a suposta “sobrinha de um oligarca russo” com o nome de Alyona Makarova, que prometia investimentos na mídia austríaca em troca de lucrativos contratos governamentais. Desde então, “Makarova” desapareceu e é procurada para interrogatório pela polícia austríaca.
A Polícia Federal austríaca divulgou fotos da mulher chamada “Alyona Makarova”, que atualmente é procurada para interrogatório pela polícia.
Em 17 de maio, cinco dias antes das eleições da UE, seis minutos editados seletivamente do vídeo foram divulgados pelo jornal Süddeutsche e pela revista Spiegel, parecendo indiciar Strache e Gudenus por oferecerem propinas à “sobrinha russa” do oligarca, em troca de obter o controle do o principal tabloide austríaco. No escândalo que se seguiu, o governo entrou em colapso; as carreiras políticas de Strache e Gudenus pareciam encerradas. Em eleições antecipadas em setembro de 2019, o Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ) perdeu seu posto na coalizão do governo para o minúsculo Partido Verde, que agora governa a Áustria com o Partido Popular Austríaco (ÖVP), de Kurz.
Strache e Gudenus têm negado sistematicamente qualquer irregularidade e afirmado que todos os arranjos foram legais e justos. Agora, as transcrições recentemente divulgadas pelos promotores austríacos parecem confirmar essa versão da história.
A armadilha de mel [armadilha sexual] Makarova supostamente ofereceu a Strache € 270 milhões, com seu companheiro, o investigador particular Julian H. repetidamente tentando fazê-lo concordar com atos ilegais, o que Strache repetidamente recusou. Strache é citado como tendo dito: “De jeito nenhum, eu não farei esse tipo de coisa. Eu sou estritamente honesto.” Strache recusou explicitamente “propinas ou qualquer merd* assim”, como mostra a transcrição dos promotores austríacos. Ele também recusou explicitamente qualquer compensação: “Há interesses políticos e temos que pensar no que é bom para o povo e para o contribuinte. Se um empresário pode lucrar com isso, tudo bem”, disse Strache,” mas não posso me colocar em uma posição que possa ser interpretada como corrupção”.
Na gravação, o detetive particular tentou várias vezes fazer com que Strache concordasse com um quid pro quo [expressão latina que significa “tomar uma coisa por outra]. “Escute, ela quer ouvir, se ela trouxer € 270 milhões, ela vai receber de volta depois de um certo período e você terá isso”. Strache recusou categoricamente: “Sim, mas não podemos fazer isso”. A suposta “sobrinha do oligarca” então interveio novamente com um apelo à corrupção ao estilo do Leste Europeu, onde “tais coisas são possíveis”. “Não, mas sejamos claros…”, respondeu Strache, “…você se torna vulnerável com esse tipo de merd*, e eu não quero isso. Eu quero poder dormir à noite. Quero olhar no espelho pela manhã e dizer: sou limpo”.
Essas passagens, que parecem isentar completamente Strache e Gudenus, foram aparentemente omitidas deliberadamente do vídeo divulgado pelos meios de comunicação alemães Süddeutsche Zeitung e Spiegel. Os jornalistas da Süddeutsche, Frederik Obermaier e Bastian Obermayer, são membros do “International Consortium of Investigative Journalists” (ICIJ) [Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos], que, um terço, é financiado pela Open Society, de George Soros. O jornalista austríaco Florian Klenk, que divulgou a história no jornal austríaco Falter, também trabalhou para o ICIJ em 2016.
O jornalista do Spiegel, Maik Baumgärtner, divulgou uma história, em setembro de 2019, contando sobre informações do “portal investigativo” Bellingcat, vinculado a Soros, alegando que agências secretas dos EUA haviam identificado o assassino de um terrorista checheno em Berlim, para o qual o então embaixador dos EUA, Richard Grenell, tuitou: “Eu pensei que vocês tivessem verificadores de fatos? Que vergonha Spiegel – de novo – por inventar histórias sobre os EUA. Vocês nem nos ligaram para perguntar sobre essa declaração.”
Enquanto embaixador dos EUA em Berlim, Grenell criticou repetidamente a ala esquerda do Der Spiegel por sua tendência antiamericana, como relatou o Gateway Pundit.
“Isso está parecendo o maior escândalo da mídia na Europa do pós-guerra”, disse o político da direita alemã, Petr Bystron (AfD), um dos primeiros aliados de Strache e Gudenus. “Usando vídeo manipulado, um governo austríaco popular e bem-sucedido foi deposto por envolvimento estrangeiro, usando material ilegal gravado e divulgado. Heinz Christian Strache e Johann Gudenus foram deliberadamente enquadrados em uma tentativa fraudulenta de fazê-los concordar com o conluio criminoso. Embora tenham recusado veementemente, dois anos depois, o Spiegel e o Süddeutsche divulgaram vídeos enganosos para fazê-los parecer corrompidos. Esta é uma clara interferência na política austríaca pela mídia alemã com o objetivo de derrubar o governo eleito. Não vimos nada parecido na Europa Ocidental desde 1945”.
Após o conluio com a Rússia, promotores ligados a Soros e seus lacaios da mídia perseguiram líderes conservadores como Matteo Salvini na Itália, Viktor Orbán na Hungria, o Partido PiS na Polônia, Benjamin Netanyahu em Israel e Jair Bolsonaro no Brasil com casos de “disputas legais” politicamente motivadas, como o Gateway Pundit relatou. Em fevereiro, o Centro Europeu de Lei e Justiça (ECLJ) do conservador americano, Jay Sekulow, em Estrasburgo, revelou que pelo menos 22 dos 100 juízes que serviram no Tribunal Europeu de Direitos Humanos desde 2009 são ex-funcionários ou líderes de ONGs de Soros.
Fonte: conexaopolitica.com.br





