Policiais civis deflagram “Operação Vida” e param por 24h nesta terça-feira

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As decisões foram tomadas para buscar soluções e
evitar o apagão da segurança pública no DF
O Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) segue alertando que a segurança pública enfrenta uma crise e está a um passo de um apagão. Se o governo local não oferece uma solução, a categoria decidiu, em assembleia extraordinária, dar início à “Operação Vida” e, na amanhã (26), haverá uma paralisação de 24 horas.

A inércia do Governo do Distrito Federal (GDF) preocupa a entidade. “Parece não haver intenção de transformar esta realidade. Alega-se que existe um problema orçamentário, mas as verbas da segurança pública no DF são providas pela União com o Fundo Constitucional, que não entra na lei de responsabilidade fiscal”, destaca Rodrigo Franco, presidente do sindicato.

As condições atuais de trabalho atingem tanto a categoria quanto a população. Franco lembra que “os policiais estão esgotados. Ano passado, foram seis casos de suicídio. Neste ano, foram mais de 1.300 atendimentos psicológicos. Já o cidadão que procura a delegacia precisa esperar de duas a três horas, as investigações não avançam, e isso contribui para a sensação generalizada de impunidade. São 92 assaltos a pedestres e dois homicídios por dia”, pontua o presidente.

De acordo com o Sinpol-DF, a quantidade de policiais na corporação não ultrapassa os 4.900. Este é o efetivo para atender mais de 3,5 milhões de pessoas que circulam pelo DF todos os dias. Existem, atualmente, mais de 3.000 vagas abertas na Polícia Civil.

Estima-se um déficit de 47% no quadro, mas este número pode ser maior, com mil aposentadorias previstas até o fim deste ano (foram 500 em 2014). A nomeação dos 475 aprovados no concurso de 2013 é fundamental, contudo, não resolve o problema do efetivo. A entidade continua defendendo a realização de novos certames para o preenchimento das vagas.

Em busca de soluções – A “Operação Vida” é a exigência de um número mínimo de policiais para a execução de determinadas tarefas. Por exemplo, as diligências devem ser realizadas com o mínimo de três policiais nas viaturas. Também estabelece que as delegacias permaneçam sempre com, ao menos, três policiais no balcão e que o cumprimento de mandados de prisão seja feito com seis agentes.

Tais recomendações se baseiam na doutrina operacional ensinada pela Academia de Polícia, mas têm sido negligenciadas em virtude da falta de pessoal nas delegacias. “Nós não podemos trabalhar mais no improviso, de forma amadorística. Caso contrário, as vidas do policial, do preso e do cidadão são postas em risco”, ressalta Franco.

Durante a paralisação de 24 horas, as delegacias não irão registrar ocorrências como a perda de documentos, somente as que sejam crimes. As investigações serão suspensas.

Os próximos passos do movimento serão deliberados em assembleia marcada para o dia 1º de junho, também em frente ao Palácio do Buriti.
Sobre o Sinpol-DF – Fundado em 1988, o Sindicado da Polícia Civil do Distrito Federal representa agentes de polícia, médicos legistas, peritos criminais, escrivães, agentes penitenciários, papiloscopistas e delegados na defesa dos interesses de classe e no relacionamento com governos Distrital e Federal, e com a Câmara Legislativa do Distrito Federal e o Congresso Nacional. A nova diretoria assumiu em maio de 2014 e entre os principais pleitos estão: a valorização profissional, a reestruturação da carreira e o reconhecimento definitivo de todos os cargos que compõem a carreira de Polícia Civil como de nível superior.
FONTE: ASSESSORIA DE IMPRENSA – SINPOL-DF

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