Raad Massouh foi cassado. Em poucas palavras e algumas imagens…

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Com dezoito votos a favor, três contra e duas abstenções, o distrital Raad Massouh (PPL) foi cassado. Acusado de desvio de emenda parlamentar em um processo investigado pela Polícia Civil, denunciado pelo Ministério Público, Raad não escapou da punição política. Bem que ele tentou.

 

Apelou para a consciência dos deputados, se disse vítima de perseguição pelo MP e pela Polícia. Afirmou que estava sendo punido por alguns desafetos na Câmara. Não adiantou. Hoje (30), os distritais não estavam para corporativismo, mesmo que estimulados pela votação secreta. …

Mas, como na Câmara Legislativa tudo pode acontecer, os distritais votaram duas vezes. Na primeira apareceram 24 votos, mas apenas 23 parlamentares tinham votado. Tiveram, pois, de repetir a romaria nada santa.

Enquanto os distritais votavam…

 

 

… a mulher de Raad, Ádila, confabulava com Campanella, o presidente do PPL no DF, no comando também do DFTrans, órgão do GDF.

 

E… jogava Candy Crush, porque ninguém é de ferro. E esperar esse calvário é entediante mesmo, embora Raad estivesse aparentemente nervoso. Sentado, suas pernas pareciam caminhar, a tal da síndrome das pernas nervosas.

 

 

Aí… eis que surge um papel nas mãos de Campanella que incendiou a sessão. Na folha de caderno é possível ler os nomes de alguns distritais. Por exemplo, os de Arlete Sampaio (PT) e de Chico Vigilante (PT). Estão ligados a Agnelo, o governador. O que será que Campanella quis dizer?

 

 

Seja lá o que for, os deputados interpretaram mal. E esbravejaram. “Mesmo que minha mãezinha, que está no céu, descesse e me pedisse para votar com Raad, eu não faria isso”, disse Vigilante ao blog Grande Angular. Pouco antes, Arlete Sampaio esclareceu: “Jamais deixaria de votar com a minha consciência. Não admito que ninguém vincule meu nome em uma lista como essa”.

O tema rendeu, mas não mudou o que, aí sim, foi escrito pelas urnas e a vontade dos deputados.

 

 

Um dos filhos de Raad demonstrou preocupação com o futuro político do pai. Em um torpedo enviado à mãe, pergunta o que ela acha.

Ádila responde “tá confuso”.

Pouco depois, os distritais clarearam as coisas. Como há muito tempo não se via, cassaram um colega.

No lugar de Raad, agora entra Paulo Roriz. Vejamos como se sai.

Próximo!

 

Fonte: Lilian Tahan – Blog Grande Angular – Veja Brasília

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