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    Sem medo de rivais ou de jornalistas, Paulo Octávio mostra firmeza em debates

    Aos 72 anos, Paulo Octávio Alves Pereira vem mostrando coragem e determinação em sua campanha ao GDF. Candidato pelo PSD, partido que preside na capital, deixou de lado a vida empresarial para voltar, com o destemor de sempre, à vida política. E um detalhe vem chamando a atenção: ao contrário de candidatos que evitam confrontos com jornalistas e adversários, ele comparece e responde a todas as perguntas sem rodeios.

    Nos debates, compareceu a todos, enquanto o atual governador, Ibaneis Rocha (MDB), deixou de dar satisfações a ouvintes de emissoras de rádio e de televisão, como a tradicionalíssima TV Brasília e o SBT. Embora use a desculpa de não ir a debates que possam ser “armadilhas”, Ibaneis mandou representantes aos encontros, que tinham regras rígidas para evitar ataques à honra. Mas eles estavam instruídos para simular um clima de “não vou” desde o começo. Estranhamente, Ibaneis não evitou o clima de torcida organizada do debate do Metrópoles, no qual até pergunta de encomenda foi endereçada a Paulo Octávio – e ele respondeu com educação e firmeza, mostrando que quem não deve, não teme, mesmo em ambiente hostil.

    Certo é que, mesmo diante de climas adversos ou não, PO tem se saído bem. O principal motivo é que, como alguns outros disputantes do Palácio do Buriti, não tem medo de receber perguntas duras. Como ocorreu neste sábado (17), no debate do SBT e rádio Nova Brasil FM. Logo no primeiro bloco, a candidata Keka Bagno (PSOL) criticou seu patrimônio pessoal e pediu comentários sobre os programas sociais e a fome no DF.

    Com receitas claras, firmeza e polidez, Paulo Octávio lembrou que conquistou o patrimônio com trabalho e disse que, em seu governo, “todos os projetos sociais serão mantidos”, prometendo ampliá-los. “Vamos abrir o restaurante comunitário para o jantar, pois temos de nos preocupar com o social. Há muita gente que fala muito e não faz nada. Como gerei 51 mil empregos na minha vida, posso dizer que faço muito pelas pessoas”, disse. E ainda receitou a solução para o desemprego: “Temos de trazer mais empresas para cá e parar com a informalidade que acaba com o Brasil”. Ao questionar o candidato Coronel Moreno (PTB), sobre gestão pública, PO comentou na réplica suas propostas para zerar as filas. “O que fiz a minha vida toda foi gestão. Faço isso há 47 anos. A crise da saúde é injustificável. Por que tanta fila? Por falta de gestão. No meu governo não haverá filas”, completou.

    Ao receber questões feitas por jornalistas, Paulo Octávio teve a chance de esclarecer que seus negócios com o GDF vão acabar quando for eleito. “Na minha época de vice-governador (2007-2010), realizamos, fizemos e construímos, o que não vemos hoje. Está faltando planejamento. Em todo período que estive na política nunca tive contratos com governos. Agora que estava fora da vida pública, firmamos alguns, mas estão em final de contratos e não serão renovados após minha eleição”, esclareceu. Ele também destacou sua vida empresarial. “Experiência é tudo e a que acumulei como empresário vai contribuir muito com essa cidade”, completou.

    Ao comentar uma pergunta da jornalista Viviane Costa ao candidato Izalci Lucas (PSDB), sobre saúde, Paulo Octávio reforçou a necessidade de continuidade na gestão. “Quero valorizar o todos os servidores de saúde e, no meu governo, o secretário vai assumir no primeiro e ficar até o último dia. Vamos construir policlínicas, pois as filas estão insuportáveis. Também quero fazer mutirões. Não dá mais para aguardar oito anos para realizar uma cirurgia”, comentou.

    O assunto foi retomado no terceiro bloco. Quando foi questionado pela senadora Leila Barros (PDT). “Vamos fazer convênios também com hospitais privados, no turno da noite. Também vamos incentivar a participação do corpo de servidores da secretaria, pagando horas extras. Faremos isso por especialidade, zerando a fila e pedindo a contribuição de todos. Com vontade e gestão é possível, pois as pessoas morrem porque não acontece a cirurgia. Chega! No meu governo, a saúde será prioridade. Tem de haver participação de todos para um governo proativo. Quero fazer um governo onde não haverá filas e, se houver, vou para o balcão de atendimento resolver o problema”, concluiu.

    Em outro debate propositivo com Leila, sobre mobilidade urbana, PO apontou a rodoviária do Plano Piloto como um problema recorrente. “Aceitei o desafio e, em sete dias, no meu governo, as escadas rolantes, os elevadores e os banheiros vão funcionar. O cidadão não pode chegar na rodoviária e não ter um banco para se sentar. E quero estudar o dinheiro que o governo repassa para as empresas de transporte. Em Maricá, há ônibus de graça para áreas carentes e é possível termos transporte gratuito também aqui em Brasília “, comentou.

    Nas considerações finais, ele agradeceu a Deus por disputar o governo da cidade que ama. “Aqui gerei muitos empregos. Tenho trabalhado incansavelmente por Brasília. Quero colocar toda a experiência que adquiri ao longo do tempo. A cidade precisa de um bom gestor, de um governador que vá nas cidades, que escolha os administradores. Quero governar os quatro anos de maneira diferente, sem reeleição porque sou contra. Quero um governo humano e dar dignidade para a população. Eu sou Paulo Octávio. Simplesmente, um candango”, concluiu.

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