Sindicato acusa empresários de organizarem manifestação na Rodoviária

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Manifestação que atrapalhou o trânsito teria sido realizada por donos de companhias desclassificadas no processo de renovação dos ônibus
 
 
 
 A manifestação que atrapalhou hoje o fluxo de veículos no Eixo Monumental perto da Rodoviária foi organizada por vários empresários que perderam a licitação para a renovação da frota de ônibus do DF, de acordo com o sindicato dos rodoviários local.
“Quem está por trás (da paralisação) são pessoas ligadas às empresas que perderam a licitação e que têm interesses escusos que não defendem a classe”, afirmou o presidente do sindicato, João Osório da Silva.
Ele acrescentou que “Temos a garantia do GDF e do Governador de que (com a entrada das novas empresas ganhadoras da licitação) nossas reivindicações serão atendidas – manutenção dos empregos, recebimento dos encargos trabalhistas e data base-, e por isso não temos nenhum motivo para entrar em greve”.
Osório disse que os envolvidos na manifestação ocorrida no coração da capital federal e que prejudicou o trânsito “não representam e não falam pelos rodoviários, apenas defendem interesses escusos de empresários”.
“Esta manifestação foi orquestrada por pessoas ligadas a quem perdeu a licitação, uma manobra da Riacho Grande e de empresas ligadas ao Wagner Canhêdo para confundir os trabalhadores e atrapalhar um processo licitatório legítimo e transparente”, apontou o secretário de Administração pública, Wilmar Lacerda.
De acordo com o diretor presidente do DFTrans, Marco Antonio Campanella, “Foi possível identificar que estes grupos estão tentando usar o momento de transição para atrapalhar as negociações entre o GDF e os trabalhadores”.
“Estamos discutindo todas as reivindicações com o sindicato, e as negociações estão avançadas principalmente no que diz respeito à garantia de empregos, à data Base e às rescisões trabalhistas que as empresas irão pagar”, asseverou.
O Secretário de Transportes, José Walter Vazquez, deverá se reunir ainda esta segunda-feira, no Palácio do Buriti, com um grupo de pessoas que estiveram na manifestação e se disseram trabalhadores do setor de transporte público regional.
Vazquez se comprometeu a ter essa reunião desde que o bloqueio fosse desfeito, pedido atendido pelos manifestantes e que pôs fim ao transtorno aplicado aos cidadãos.

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