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    PL que aterroriza servidores detona ‘guerra política’ na bancada do DF

     

     

    Por Elton Santos, do Guardian DF


    Tão logo foi aprovado pela Câmara dos Deputados o PLP 257 já se tornou objeto de uma guerra política. Os parlamentares da bancada do DF que votaram a favor do substitutivo apresentado pelo relator da matéria, deputado Esperidião Amim (PP-SC), estão sendo atacados nas redes sociais.

    A informação disseminada dá conta de que os deputados Rogério Rosso (PSD), Rôney Nemer (PP), Laerte Bessa (PR), Izalci Lucas (PSDB) e Ronaldo Fonseca (PROS) teriam votado a favor do projeto que trata da renegociação da dívida dos estados incluindo pontos que prejudicavam os servidores públicos.

    Indignados, os parlamentares acusaram grupos ligados ao PT de espalharem mentiras e terem memória curta, já que o projeto original, que continha inúmeras tentavas de retirar direitos dos servidores públicos, foi encaminhado pela presidente Dilma Rousseff. A proposta foi aprovada na madrugada de hoje após longa negociação que resultou na retirada dos pontos que eram considerados prejudiciais aos trabalhadores do serviço público.

    “Trabalhamos muito para retirar do projeto os ataques contra os servidores. O substitutivo foi uma conquista. Agora somos vítimas de ataques covardes de quem ficou em silêncio durante a tramitação do projeto”, afirmou o deputado Rôney Nemer (PP-DF), um dos principais articuladores para a retirada dos pontos que afetavam os servidores públicos.

    “Dialogamos com os sindicatos, centrais, associações e servidores para convencer o governo de que o servidor público é fundamental para o Estado. É vergonhoso que tenham a coragem de tentar ludibriar a categoria”, criticou.

    Nemer lembrou ainda que a proposta encaminhada pelo governo Dilma previa demissão de concursados, aumento da contribuição previdenciária e congelamento dos salários.

    A CUT criticou a aprovação da proposta alegando que a limitação do crescimento anual das despesas primárias correntes à variação do IPCA do ano anterior prejudicaria o serviço público.

    “Travam o desenvolvimento do Brasil e, cínicos, vão para TV dizer que são medidas para tirar país da crise. Vão só afundar nosso país. O aumento do IPCA não cobre sequer aumento vegetativo da folha, ou seja, o que está programado, como licença, promoção, gratificação que passa por tempo de serviço ou aumento anual”, avalia a secretária nacional de Relações de Trabalho da CUT, Graça Costa, em matéria veiculada no site da central.

    Sem querer criticar A ou B pela disseminação dos ataques, Rosso argumentou que sua atuação foi justamente antagônica ao que estão falando. Lembrou que foi dele uma emenda (veja abaixo) de supressão evitando a retirada dos reajustes. “Nosso foco é trabalhar muito pelo DF, por nossas cidades e especialmente por nossa população. O resto é secundário”, disse ao Guardian DF.

    supressão

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