A MORTE DE JOVENS E OS MENORES APRENDIZES

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ARTIGO
A morte de jovens e os menores aprendizes

(*) Agaciel Maia

No dia 24 passado, o Ministério da Justiça em parceria com o Instituto Sangari divulgou a pesquisa Mapa da Violência 2011 – Os Jovens do Brasil, onde abordou o tema violência como fator causador de mortes entres jovens de faixa etária compreendida entre  15 e 24 anos.

O estudo demonstra que na década compreendida entre os anos de 1998 e 2008, vimos crescer de forma contundente, a violência e a insegurança em todas as nossas cidades, porquanto a pesquisa realizada foi experimentada a nível nacional.

As formas de manifestação da violência são as mais diversas possíveis, tais como os conflitos étnicos, religiosos e raciais, os índices de criminalidade, incluindo o tráfico de entorpecentes, furtos e roubos, além da ocorrida no interior dos lares, passando pelas minorias até as manifestadas no interior das escolas.

O fato preocupante da pesquisa é que, nos dez anos estudados, o DF pulou da décima para a quarta posição no ranking nacional em números de taxas de homicídios de jovens em todo o território nacional.

Assim sendo, se em 1998 tivemos 720 homicídios, em 2008 o número aumentou para 873, ou seja, tivemos um aumento de mais de 21% nas taxas de homicídios, alcançando assim a frente de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

Ora, tais fatos passam pelo crescimento desordenado ocorrido no DF nos últimos anos, que deram início a criação de bolsões de miséria na Capital Federal, em contraste com os índices de melhor IDH do país.

Precisamos de ações preventivas, mas estas se fazem ausentes na medida em que não temos políticas públicas para os jovens que sequer possuem condições  de entrada no mercado de trabalho por falta de qualificação.    Desta forma é que necessitamos com urgência de ações que apresentem programas que levem os jovens a ter condições de se qualificarem.

Necessário se faz colocar os alunos principalmente das escolas públicas como Menores Aprendizes. Temos infelizmente uma boa parcela desses jovens no turno não escolar, nas ruas que são hoje a grande vitrine para a marginalidade.

É assim no mundo inteiro. O jovem deve permanecer na escola em horário integral e a partir dos 14 até os 18 anos, é obrigatório que comece uma formação profissional, ou seja, estudar num turno e no outro aprender uma profissão. Isso mantém a pessoa ocupada.

Como Presidente da CEOF/CLDF me comprometo junto com os técnicos do GDF e da própria Câmara, buscar alternativas que permitam a profissionalização de nossos jovens, oferecendo aos mesmos inclusive uma remuneração em cerca de 80% de um salário mínimo mensal  que os permita se auto sustentar e até aumentar a renda familiar, diminuindo assim esses problemas de segurança e trabalhando para minimizarmos a quantidade de mortes de nossos jovens.

(*) Agaciel Maia é deputado distrital pelo PTC-DF

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