AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTE PROBLEMAS NO FUNCIONAMENTO DO METRÔ-DF

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Erika Kokay e o presidente do Metrô-DF, Divino dos Santos, na audiência pública (Foto: Rinaldo Morelli/CLDF)

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realizou na manhã desta segunda-feira (24), no plenário, audiência pública com representantes da Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF). Em pauta, problemas no funcionamento do transporte, a necessidade de aumento do quadro de empregados e a terceirização de setores como o de venda de bilhetes. As questões levantadas na audiência serão respondidas e justificadas por escrito pela diretoria da empresa até sexta-feira (28).

“A ideia é pontuar problemas para superá-los”, explicou a presidente da CAS, deputada Erika Kokay (PT), no início do evento, após fazer referência a reclamações registradas de panes, atrasos e interrupções na prestação do serviço pela empresa.

O Metrô-DF começou a funcionar em 2001 com 11 estações. Naquela época, o bilhete custava R$ 1,00, e a empresa registrou o número de 6 milhões de passageiros/ano. De lá para cá, a demanda aumentou bastante: há 24 estações e a proporção de passageiros/ano subiu para 32 milhões, com bilhetes que custam R$ 3,00 durante a semana e R$ 2,00 nos sábados e domingos. A quantidade de trens, no entanto, permanece a mesma desde o início, totalizando 20.

Segundo o diretor financeiro e comercial da Companhia, Cairo Ramos, há previsão de expandir o número de estações tanto no sentido sul como no norte, alcançando o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).

Com relação ao quadro de empregados, dados da empresa apontam que o quantitativo de funcionários subiu de 377 concursados e 180 terceirizados em 2004 para 1098 concursados, 44 terceirizados e 20 requisitados em 2010. Números  insuficientes para o atendimento da população usuária do transporte, na opinião do coordenador-geral do Sindicato do Metrô-DF, Solano da Trindade. Para ele, é preciso convocar mais concursados e aprovar plano de empregos e salários, com vistas a sanar carências de inspetores de segurança e controladores, por exemplo.

Segundo Divino dos Santos, diretor-presidente da Companhia há duas semanas, ainda no início de junho devem ser nomeados mais de 50 aprovados no concurso da empresa.

Questionamentos – O descarrilamento de um trem na Ceilândia em abril deste ano e incidentes de quedas de pessoas nas vias foram lembrados durante a audiência pública. A deputada Erika Kokay questionou a veracidade de informações dadas pelo então diretor-presidente do Metrô, José Gaspar de Souza, de que a brita seria capaz de frear o trem no caso de descarrilamento e de que haveria um sistema de desligamento automático de energia em situações de queda.

Essas e outras questões a respeito da fiscalização da manutenção, gastos com terceirização e prejuizos com a gratuidade do trasnsporte em datas como a de 21 de abril foram feitas à direção do Metrô-DF e serão respondidas até o final desta semana.

Denise Caputo – Coordenadoria de Comunicação Social

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