Ele ficou três anos calado, mas ontem, durante depoimento sobre a ação de improbidade administrativa a que responde como desdobramento da Operação Caixa de Pandora, Arruda resolveu atacar o delator Durval Barbosa.
Entretanto, Arruda evitou falar sobre quem custeava o amplo escritório que mantinha na W-3 Sul, quando era deputado federal e distribuía panetones anualmente aos eleitores… Também evitou falar sobre como sua milionária campanha ao GDF foi verdadeiramente paga em 2006.
Pelo visto, o ex-governador José Roberto Arruda continua achando que os demais mortais são imbecis. Arruda se tornou um grande político graças a Roriz, que o projetou através principalmente da instalação do Metrô no DF no início dos anos 90. Mesmo assim, Arruda mentiu e traiu seu mentor.
Arruda, acostumado a trair amigos e partidos, também se acostumou a mentir publicamente, e parece que mesmo distante da política, continua soberbo e achando que todos acreditam que ele seja honesto…
O ex-governador denunciado na Caixa de Pandora, se elegeu em 2006 graças ao intenso apoio financeiro dado por empresas que mantinham contratos com a Codeplan.
Após alcançar seu grande objetivo, Arruda virou as costas para seu principal financiador, Durval Barbosa, e decidiu propor um discurso moralista, fingindo que no seu governo não haveria corrupção…
Foi mais uma traição que teve troco em novembro de 2009, quando foi deflagrada a Operação Caixa de Pandora, graças à delação premiada de Durval Barbosa, o homem que colocou Arruda no Buriti e que foi posteriormente desprezado e ignorado pelo deslumbrado governador.
Como disse Arruda ontem durante depoimento, “metade da missa ainda não veio”. É verdade, porque quando tudo vier à tona, Arruda corre o sério risco de ser desmascarado… de novo!
De fato, o tempo é o senhor da razão, e é preciso acabar com os políticos que acham que eleitores são ignorantes e que a Justiça é cega.






