Rafael Barbosa destaca reportagem do Fantástico sobre a Carreta da Visão

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carreta da Oftalmologia

 

 

 

 

 

 

 

Mesmo após uma longa agenda neste domingo, o  ex-secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa encontrou tempo e ligou para alguns amigos para comentar  a reportagem exibida  no Programa Fantástico, da Rede Globo,  sobre o mutirão da visão.  Rafael ficou feliz com a matéria que mostrou a eficiência do programa e os depoimentos de quem voltou  a enxergar, e lembrou aos amigos toda a luta que enfrentou para implantar o projeto, mas que valeu a pena.

A reportagem não mencionou que, visionário, Rafael implantou no Distrito Federal o Caminhão da Visão, que já atendeu milhares de pessoas. O programa deu tão certo que o governo federal  está implantando em várias regiões do País nos moldes do do que foi feito no DF.

Idealizador da Carreta da Visão e da Mulher, o ex-secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa, comemora os resultados obtidos.
Idealizador da Carreta da Visão e da Carreta da Mulher, o ex-secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa, comemora os ótimos resultados obtidos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rafael Barbosa e o governador Agnelo Queiroz participaram do lançamento do Caminhão da Visão ocorrido em Ceilândia no mês de abril deste ano. Ficaram felizes ao ver as pessoas que foram  operadas e imediatamente receberam   a visão de volta (no caso da Catarata).

De acordo com a Secretaria de Saúde, o caminhão tem capacidade para realizar 800 consultas e 250 cirurgias de catarata ao dia. Ele é equipado com cinco consultórios e um centro cirúrgico, além de mais de 70 profissionais.
Após a realização da consulta, o paciente sai com a cirurgia marcada, que é agendada conforme a demanda. Quem é operado de catarata recebe óculos escuros e colírio e deve retornar no dia seguinte para avaliação pós-operatória.

Confira a reportagem do Fantástico:

fantastico

 

 

 

 

Mutirão permite que 16 vítimas de catarata da mesma família enxerguem

 

Todos anos, cerca de 600 mil brasileiros, adultos e crianças, são operados para curar os níveis mais avançados de catarata.
Feche os olhos e imagine o que é viver na escuridão. Não conhecer as cores, não conhecer as formas, não ter ideia, por exemplo, de como é o rosto do pai, da mãe, das pessoas.
Quando muito, perceber vultos disformes, sombras, viver de ouvir dizer, tocar e imaginar.
Da Índia, vem a imagem de duas irmãs que nasceram na escuridão. Sônia tem 12 anos. Anita tem 6. Elas passaram por uma cirurgia para curar uma catarata. No vídeo acima, você vê o momento exato em que elas conheceram o mundo.
Três milhões de crianças na Índia são cegas. Só uma pequena parte consegue conquistar a visão, porque as famílias não têm como pagar os custos da cirurgia de US$ 300, pouco mais de R$ 700. O custo de uma bicicleta, por exemplo.
Elas são vítimas da catarata, uma doença que provoca a perda da transparência da lente natural que nós temos nos olhos, o cristalino. Ele escurece e vai ficando opaco.
No Brasil, um mutirão foi criado para combater essa doença. Um serviço gratuito que já descortinou a vida para crianças que nasceram com a mesma catarata congênita das meninas indianas.
Todos anos, cerca de 600 mil brasileiros, adultos e crianças, são operados para curar os níveis mais avançados de catarata. Só então conseguem usufruir, enfim, da imensa alegria de abrir os olhos e ver com clareza o mundo a sua volta.
Andar sozinho nas ruas, nem pensar. Sem enxergar, qualquer passo fora de casa, para Rosalvo, só em companhia da mulher. “Eu tenho medo do carro me pegar”, ele conta.
Vida difícil a do Seu Rosalvo. Depender de Dona Zélia para tudo. “Eu que faço a barba dele. Às vezes, a gilete arranha um pouquinho e ele fala comigo: ‘Por que você não cortou o pescoço?’ E eu falo: ‘Ô, meu Jesus! fala isso não!’”, conta a aposentada Zélia de Jesus.
Para Dona Alzira, a vida também era embaçada, turva. Se não fosse o filho, Dona Alzira não saía de casa. Mas ela e Seu Rosalvo ficarão livres da cegueira. Serão atendidos por médicos especialistas de um mutirão que percorre cidades do interior.
A catarata atinge metade de população brasileira acima dos 60 anos e ela vai progredindo com o envelhecimento.
O centro cirúrgico foi montado numa carreta. O resultado é imediato. Emoção mesmo para Dona Zélia foi receber o abraço do Seu Rosalvo.
Zélia: Está vendo o pessoal tudo?
Rosalvo: Estou!
Repórter: Agora dá para distinguir o rosto de todo mundo?
Rosalvo: É, dá.
A cirurgia nos dois olhos de Dona Alzira durou menos de dez minutos. “Muito obrigada, doutor! Que Jesus lhe acompanhe por muitos anos! Ô, meu Jesus! Ô, meu Deus!”, comemora.
Só agora, depois de mais de dez anos sem enxergar, ela pôde ver que o filho está envelhecendo.
Os casos de catarata que não são provocados pelo envelhecimento são considerados raros. A catarata congênita, por exemplo, que atinge as duas irmãs indianas. A mesma doença está presente em uma família no interior da Bahia. Das 25 pessoas da família, 16 herdaram o problema da matriarca, Dona Maria.
“O povo perguntava pela família na minha casa, dizem casa de Maria, casa de Maria, eles não sabiam às vezes qual era Maria e aí perguntavam: ‘Era a Maria do povo cego, é?”, ela lembra.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, de cada 100 mil pessoas no mundo, apenas três sofrem de catarata congênita. Ou seja, catarata hereditária.
“Ela pode acontecer por diversos fatores, desde doenças que acometem a mãe durante a gravidez e que refletem no feto, causando catarata, como defeitos genéticos, que é o caso dessa família de Itapetinga”, avalia o oftalmologista Cristiano Pinheiro.
Itapetinga fica no sudoeste da Bahia. Quando o mutirão passou pela cidade, toda a família de Dona Maria foi operada, inclusive ela, que não conseguia nem chegar perto do fogão. “Hoje eu tomo conta dos meus filhos, lavo roupa, eu cozinho”, ela conta.
O caçula de Dona Maria há oito anos não conseguia dirigir sua moto. A filha Anelice quer retomar os planos antigos agora que pode ver. “Vou voltar para a escola. Pretendo terminar meus estudos ainda”, diz
Ela fez a cirurgia no mesmo dia que o filho, Vinicius, de 9 anos. E ele já avisou: no aniversário quer uma bicicleta de presente.
Mas não era só a bicicleta que Vinicius não podia usar. A catarata também impedia a maioria das brincadeiras que toda a criança gosta. Jogar bola com os amigos era um sonho. Agora não, já é uma realidade. Ele joga de óculos escuros por causa da claridade, mas feliz por estar aprendendo.
Para Rosa Amélia, a mais velha das filhas de Dona Maria, felicidade mesmo é poder enxergar a família que só conhecia pela voz. “Quando eu operei, que saí da sala de cirurgia, é que eu vi eles. Como são lindos meus filhos. Agora a cada dia, eu estou conseguindo ver, curtindo eles mais ainda”, ela conta.

 

 

Fonte: Donny Silva com informações do Programa Fantástico/Rede Globo

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